Casal junto na cama.
(Imagem: Freepik)
Manter uma vida sexual ativa pode trazer benefícios que vão além do prazer e da intimidade. Um estudo publicado no Journal of Affective Disorders revelou que pessoas que fazem sexo regularmente apresentam menor risco de desenvolver sintomas de depressão e relatam maior sensação de bem-estar psicológico.
A pesquisa analisou dados de milhares de adultos, avaliando a relação entre frequência sexual e saúde mental.
Os resultados apontam que indivíduos que mantêm relações sexuais de uma a duas vezes por semana tendem a apresentar melhores indicadores emocionais quando comparados àqueles com menor ou nenhuma atividade sexual.
Frequência associada aos benefícios
Segundo o estudo, a frequência considerada ideal varia entre uma e duas relações sexuais por semana — o que corresponde a aproximadamente 52 a 103 relações por ano. Esse padrão foi associado a níveis mais baixos de sintomas depressivos e a uma percepção mais positiva da própria saúde mental.
Os pesquisadores ressaltam que a regularidade parece ser um fator importante, mas não isolado. O impacto positivo do sexo na saúde emocional está ligado a um conjunto de fatores físicos, hormonais e psicológicos.
O papel dos hormônios no bem-estar
Durante a relação sexual, o corpo libera uma série de hormônios e neurotransmissores fundamentais para o equilíbrio emocional. Entre eles estão a ocitocina, conhecida como o “hormônio do vínculo”, a dopamina, relacionada à motivação e ao prazer, e a endorfina, que atua como analgésico natural e redutor do estresse.
Essa combinação química ajuda a diminuir a tensão, melhorar o humor e promover uma sensação geral de relaxamento e satisfação, o que pode explicar a relação entre sexo regular e menor risco de depressão.
Qualidade importa tanto quanto quantidade
Especialistas alertam que não existe uma “quantidade obrigatória” de sexo para se ter uma vida saudável. A qualidade da relação, o vínculo emocional, a comunicação entre o casal e o contexto psicológico são fatores determinantes para que os benefícios aconteçam.
Além disso, cada pessoa reage de forma diferente, e aspectos como idade, saúde física, histórico emocional e dinâmica do relacionamento influenciam diretamente os resultados.
Quando procurar ajuda profissional
O estudo reforça que, embora a vida sexual possa contribuir para o equilíbrio emocional, ela não substitui acompanhamento médico ou psicológico. Pessoas que apresentam sintomas persistentes de depressão ou ansiedade devem buscar ajuda profissional especializada.
A conclusão dos pesquisadores é clara: práticas regulares de autocuidado, incluindo uma vida sexual saudável e consensual, podem favorecer a saúde mental, desde que respeitadas as particularidades de cada indivíduo e casal.