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Saúde

Sexo regular pode reduzir sintomas de depressão, aponta estudo

17 jan 2026 - 07h57 Fernanda Diniz   atualizado às 08h06
Sexo regular pode reduzir sintomas de depressão, aponta estudo Casal junto na cama. (Imagem: Freepik)

Manter uma vida sexual ativa pode trazer benefícios que vão além do prazer e da intimidade. Um estudo publicado no Journal of Affective Disorders revelou que pessoas que fazem sexo regularmente apresentam menor risco de desenvolver sintomas de depressão e relatam maior sensação de bem-estar psicológico.

A pesquisa analisou dados de milhares de adultos, avaliando a relação entre frequência sexual e saúde mental.

Os resultados apontam que indivíduos que mantêm relações sexuais de uma a duas vezes por semana tendem a apresentar melhores indicadores emocionais quando comparados àqueles com menor ou nenhuma atividade sexual.

Frequência associada aos benefícios

Segundo o estudo, a frequência considerada ideal varia entre uma e duas relações sexuais por semana — o que corresponde a aproximadamente 52 a 103 relações por ano. Esse padrão foi associado a níveis mais baixos de sintomas depressivos e a uma percepção mais positiva da própria saúde mental.

Os pesquisadores ressaltam que a regularidade parece ser um fator importante, mas não isolado. O impacto positivo do sexo na saúde emocional está ligado a um conjunto de fatores físicos, hormonais e psicológicos.

O papel dos hormônios no bem-estar

Durante a relação sexual, o corpo libera uma série de hormônios e neurotransmissores fundamentais para o equilíbrio emocional. Entre eles estão a ocitocina, conhecida como o “hormônio do vínculo”, a dopamina, relacionada à motivação e ao prazer, e a endorfina, que atua como analgésico natural e redutor do estresse.

Essa combinação química ajuda a diminuir a tensão, melhorar o humor e promover uma sensação geral de relaxamento e satisfação, o que pode explicar a relação entre sexo regular e menor risco de depressão.

Qualidade importa tanto quanto quantidade

Especialistas alertam que não existe uma “quantidade obrigatória” de sexo para se ter uma vida saudável. A qualidade da relação, o vínculo emocional, a comunicação entre o casal e o contexto psicológico são fatores determinantes para que os benefícios aconteçam.

Além disso, cada pessoa reage de forma diferente, e aspectos como idade, saúde física, histórico emocional e dinâmica do relacionamento influenciam diretamente os resultados.

Quando procurar ajuda profissional

O estudo reforça que, embora a vida sexual possa contribuir para o equilíbrio emocional, ela não substitui acompanhamento médico ou psicológico. Pessoas que apresentam sintomas persistentes de depressão ou ansiedade devem buscar ajuda profissional especializada.

A conclusão dos pesquisadores é clara: práticas regulares de autocuidado, incluindo uma vida sexual saudável e consensual, podem favorecer a saúde mental, desde que respeitadas as particularidades de cada indivíduo e casal.

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