Rodovia em Belo Horizonte passa a ter limite de velocidade reduzido para melhorar segurança.
(Imagem: Canva)
Motoristas que circulam pelo Anel Rodoviário Celso Mello Azevedo, em Belo Horizonte, já precisam se adaptar a uma mudança importante nas regras de trânsito. A velocidade máxima permitida na via passou a ser de 70 kmh para veículos de passeio em toda a extensão da rodovia.
Antes da alteração, alguns trechos permitiam circulação a até 80 kmh. A redução foi adotada pela administração municipal como estratégia para melhorar a segurança no trânsito e diminuir o número de acidentes graves.
Segundo autoridades de trânsito, o anel rodoviário é considerado uma das vias mais movimentadas do Brasil e apresenta altos índices de ocorrências envolvendo veículos.
Histórico de acidentes preocupa autoridades
De acordo com dados divulgados pela Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte, o histórico de acidentes na rodovia acendeu um alerta entre os órgãos responsáveis pela mobilidade urbana.
Entre 2019 e 2024, o Anel Rodoviário registrou uma média de 30 mortes por ano em decorrência de acidentes. Esse número é superior ao total combinado de vítimas registradas em outros grandes corredores urbanos da capital mineira.
Entre as avenidas com grande fluxo de veículos estão a Avenida Cristiano Machado, a Avenida Antônio Carlos e a Avenida Amazonas, que juntas apresentam média anual de 29 mortes no mesmo período.
Diante desse cenário, a prefeitura decidiu adotar medidas para reduzir os riscos de colisões e atropelamentos na rodovia.
Redução pode ajudar a evitar acidentes graves
Especialistas em segurança viária apontam que a redução do limite de velocidade pode ter impacto direto na diminuição de acidentes graves.
Quando os veículos trafegam em velocidades menores, os motoristas ganham mais tempo de reação para frear ou desviar de obstáculos. Além disso, em caso de colisão, o impacto tende a ser menos severo.
Com base nesses estudos, a nova regra estabelece velocidade máxima de 70 kmh para veículos leves e 60 kmh para veículos pesados em toda a extensão da rodovia.
Nova gestão trouxe pacote de intervenções
A mudança ocorre após a municipalização da via, processo que transferiu a administração do anel rodoviário para a Prefeitura de Belo Horizonte em junho de 2025.
Desde então, a prefeitura iniciou um pacote de intervenções para melhorar a infraestrutura da rodovia. Entre as ações adotadas estão a padronização do limite de velocidade, instalação de novos radares e ampliação do sistema de videomonitoramento.
Também foram realizados serviços de manutenção, como limpeza de canaletas, reforço da sinalização, repintura de faixas e substituição de placas ao longo da via.
Parte do anel rodoviário também está passando por obras de recapeamento executadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.
Alto fluxo mantém rodovia entre as mais críticas
Mesmo com as intervenções, o anel rodoviário continua entre os locais com maior número de ocorrências de trânsito em Belo Horizonte. O alto volume de veículos que circula diariamente pela rodovia contribui para esse cenário.
Entre junho e novembro de 2025 foram registrados 1.335 atendimentos na via, que possui cerca de 22,4 quilômetros de extensão. Desse total, 407 ocorrências foram acidentes de trânsito, sendo 170 com vítimas.
A prefeitura também estuda projetos de maior porte para melhorar a rodovia, incluindo obras de drenagem, ampliação de galerias pluviais e intervenções para reduzir gargalos históricos, como no trecho localizado no bairro Betânia.
No entanto, essas obras ainda dependem da liberação de recursos para serem executadas.
Enquanto isso, autoridades reforçam que a redução de acidentes depende também do comportamento dos motoristas, com respeito às regras de trânsito e atenção constante ao volante.