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Qua, 15 de Julho
Habitacional

Programa habitacional passa a atender famílias com renda de até R$ 13 mil

29 mar 2026 - 17h38 Alexsander Arcelino
Mãos segurando uma miniatura de casa representando acesso à moradia e financiamento habitacional. Ampliação do programa habitacional permite que mais famílias tenham acesso à casa própria. (Imagem: Canva)

O programa Minha Casa Minha Vida passou por mudanças importantes que ampliam o acesso à moradia para famílias brasileiras. As novas regras foram aprovadas pelo Conselho do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e permitem que famílias com renda mensal de até R$ 13 mil possam participar do programa habitacional.

A atualização aumenta tanto o limite de renda das faixas atendidas quanto o valor máximo dos imóveis que podem ser financiados. Com isso, o Minha Casa Minha Vida passa a contemplar um número maior de brasileiros que desejam conquistar a casa própria por meio de condições facilitadas de crédito.

A expectativa do governo federal é que as alterações ampliem significativamente o alcance da política habitacional, beneficiando milhares de famílias em diferentes regiões do país.

Entenda as mudanças nas faixas do Minha Casa Minha Vida

As regras do Minha Casa Minha Vida são organizadas por faixas de renda familiar. Com as mudanças aprovadas, todos esses limites foram atualizados.

Na Faixa 1, voltada para famílias de menor renda, o limite mensal passou de R$ 2.850 para R$ 3.200. Nesse grupo, os financiamentos continuam oferecendo as menores taxas de juros do programa, que variam entre 4 por cento e 4,5 por cento ao ano.

Já na Faixa 2, o teto de renda foi ampliado de R$ 4.700 para R$ 5 mil mensais. Nesse caso, as taxas de juros variam entre 4,75 por cento e 6,5 por cento, dependendo da renda da família e da localização do imóvel.

A Faixa 3, destinada a famílias com renda intermediária, também foi atualizada. O limite subiu de R$ 8.600 para R$ 9.600 por mês. Além disso, o valor máximo dos imóveis financiáveis nessa categoria aumentou de R$ 350 mil para R$ 400 mil.

A principal novidade, no entanto, está na criação de uma faixa voltada à classe média. Nessa nova categoria, o Minha Casa Minha Vida passa a atender famílias com renda mensal de até R$ 13 mil.

Além do aumento no limite de renda, o teto dos imóveis financiáveis nesse grupo também foi ampliado, passando de R$ 500 mil para R$ 600 mil. Essa mudança permite que famílias com renda maior também tenham acesso a condições facilitadas de financiamento habitacional.

Mais recursos para ampliar o acesso à moradia

A expansão do Minha Casa Minha Vida também será viabilizada com recursos adicionais destinados ao programa. Parte do financiamento virá do Fundo Social, que possui cerca de R$ 31 bilhões disponíveis para investimentos em políticas habitacionais.

Com esses recursos, a previsão do governo é beneficiar um número significativo de famílias em todo o país. A estimativa inicial aponta que mais de 30 mil famílias devem ser contempladas na Faixa 3, enquanto aproximadamente 8 mil poderão ser atendidas na nova faixa voltada à classe média.

Apesar da aprovação das mudanças pelo Conselho do FGTS, as novas regras ainda precisam ser publicadas oficialmente no Diário Oficial da União para entrarem plenamente em vigor.

Especialistas do setor imobiliário avaliam que a ampliação do Minha Casa Minha Vida pode estimular o mercado de imóveis e facilitar o acesso à moradia em um momento em que os preços das propriedades continuam elevados e o crédito imobiliário enfrenta restrições.

Ao ampliar o público atendido, o Minha Casa Minha Vida reforça sua posição como a principal política pública de habitação do Brasil e uma das ferramentas mais importantes para reduzir o déficit habitacional no país.

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