Monitoramento de vírus emergentes é intensificado por especialistas para reduzir riscos à saúde global.
(Imagem: Imagem ilustrativa / Canva)
Com a chegada de 2026, autoridades sanitárias e pesquisadores intensificaram o monitoramento de vírus com potencial de causar surtos e epidemias. O avanço da mobilidade humana, aliado às mudanças climáticas, tem criado condições favoráveis para a evolução e a disseminação de agentes infecciosos, o que mantém a saúde pública global em estado de alerta.
A vigilância contínua é considerada essencial para identificar rapidamente novas ameaças e evitar que situações locais se transformem em crises de grandes proporções. Entre os principais focos de atenção estão vírus respiratórios, zoonóticos e transmitidos por vetores.
Influenza segue como preocupação constante
A Influenza A permanece como uma das maiores preocupações dos especialistas, principalmente por sua alta capacidade de mutação. O subtipo H1N1, responsável pela pandemia de 2009, continua em circulação e já esteve associado a mais de 280 mil mortes em todo o mundo.
Outro vírus monitorado de perto é o H5N1, subtipo da gripe aviária identificado pela primeira vez em humanos em 1997. Casos recentes em diferentes regiões reforçam a necessidade de vigilância constante, sobretudo devido ao risco de adaptação do vírus à transmissão entre humanos.
O desafio do Mpox no cenário global
O Mpox, anteriormente conhecido como varíola dos macacos, também segue no radar das autoridades sanitárias. Embora tenha sido registrado de forma esporádica por décadas, o surto de 2022 levou a casos confirmados em mais de 100 países.
O vírus é transmitido principalmente por contato próximo e continua apresentando riscos, especialmente com o aumento de registros do clado I, considerado mais grave, na África Central. Mesmo com a redução dos casos em algumas regiões, especialistas reforçam que a vigilância não pode ser relaxada.
Vírus Oropouche e doenças transmitidas por mosquitos
Outro agente que preocupa os pesquisadores é o vírus Oropouche, transmitido por mosquitos. Identificado na década de 1950, o vírus era inicialmente restrito à região amazônica, mas expandiu seu alcance para outras áreas da América do Sul e Central.
Em 2026, a expectativa é de que surtos continuem a atingir viajantes, especialmente em países onde o mosquito transmissor é comum, como os Estados Unidos. A ausência de vacinas ou tratamentos específicos aumenta o nível de atenção sobre a doença.
Outras doenças sob vigilância em 2026
Além dos vírus citados, doenças como chikungunya e sarampo têm apresentado aumento de casos em algumas regiões. O HIV, apesar dos avanços no tratamento, também preocupa especialistas diante de possíveis interrupções em programas de assistência internacional.
Segundo autoridades de saúde, o monitoramento contínuo, aliado à cooperação internacional e à transparência na divulgação de dados, é fundamental para reduzir o risco de uma nova pandemia e proteger a população global.