Jair Bolsonaro durante agenda pública em imagem de arquivo.
(Imagem: Valter Campanato Agência Brasil Arquivo)
O ex presidente Jair Bolsonaro segue com dores persistentes no ombro direito e recebeu recomendação médica para uma nova cirurgia. A informação consta em boletim encaminhado nesta sexta feira ao Supremo Tribunal Federal.
Segundo os médicos responsáveis pelo acompanhamento, houve melhora no quadro clínico geral, o que torna possível a realização do procedimento. A cirurgia indicada será para tratar lesões no manguito rotador do ombro direito, além de problemas associados.
No documento, os profissionais afirmam que o paciente está apto para a operação, que deverá ser feita por via artroscópica.
Bolsonaro cirurgia deve tratar lesões no ombro
O boletim destaca que a intervenção médica será necessária para correção das lesões que continuam causando desconforto e limitações físicas.
Apesar da evolução clínica, Jair Bolsonaro ainda enfrenta episódios que interferem na recuperação. Durante sessão de fisioterapia realizada nesta semana, ele precisou interromper parte dos exercícios após relatar fadiga muscular intensa e dores na região dorsal.
De acordo com o laudo, o quadro esteve associado a uma crise de soluços que durou cerca de oito horas.
Tratamentos para controle da dor
Após a intercorrência, o atendimento foi direcionado para técnicas de alívio da dor e estabilização do quadro.
Entre os procedimentos adotados estão:
- liberação miofascial
- acupuntura
- laserterapia
- ativação do nervo vago
Segundo os médicos, houve melhora dos sintomas após as intervenções, permitindo retomada gradual de atividades leves.
Na quinta feira, o ex presidente conseguiu realizar caminhada em esteira e exercícios em bicicleta ergométrica.
Prisão domiciliar por questões de saúde
No mês passado, o ministro Alexandre de Moraes autorizou que Jair Bolsonaro cumpra prisão domiciliar por 90 dias em razão do estado de saúde.
Antes da decisão, ele havia sido internado na UTI do Hospital DF Star com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral.
A autorização considerou parecer favorável da Procuradoria Geral da República.
Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.