Ex-governador Ricardo Coutinho durante pronunciamento
(Imagem: Reprodução/Instagram)
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) determinou o arquivamento definitivo do inquérito policial instaurado contra o ex-governador da Paraíba e deputado federal eleito Ricardo Coutinho. A decisão foi formalizada nesta quinta-feira (5) pelo delegado Alexander Amorim, que concluiu pela total ausência de provas ou elementos objetivos que indicassem a prática de qualquer conduta penalmente relevante por parte do político paraibano.
A apuração teve início a partir de relatos sobre uma suposta abordagem cometida nas imediações do Centro Olímpico de Santa Maria, em Brasília. No entanto, após a colheita de depoimentos e a realização das diligências praxe da polícia judiciária, os investigadores atestaram que o caso se baseou exclusivamente em interpretações equivocadas de terceiros, sem nenhum respaldo factual de cometimento de infração penal.
Despacho policial confirma inexistência de conduta ilícita por Ricardo Coutinho
No despacho que encerrou as investigações, o delegado Alexander Amorim foi categórico ao afastar qualquer suspeita sobre a conduta do ex-governador no local:
"Não há confirmação segura de que o envolvido tenha efetivamente realizado convite para que ingressassem no veículo, tampouco de que tenha praticado qualquer ato de abordagem com finalidade sexual, libidinosa, de aliciamento ou de outra natureza criminosa."
A autoridade policial ponderou ainda que o simples acionamento de dispositivos luminosos de um automóvel ou a presença de um adulto em locais públicos próximos a crianças não configuram crimes isoladamente. O depoimento prestado pelo vigilante da praça esportiva, que também é pai de um dos adolescentes presentes na ocasião, foi fundamental para elucidar a dinâmica dos fatos e confirmar que Ricardo Coutinho não realizou atos ilegais ou suspeitos.
Anteriormente à conclusão das investigações da PCDF, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) já havia emitido uma nota oficial de retratação na qual reconhecia imprecisões nas informações veiculadas nos primeiros momentos da ocorrência. Na oportunidade, a corporação militar esclareceu que não houve prisão em flagrante e que as partes compareceram voluntariamente à delegacia devido a versões divergentes apresentadas no local.
O próprio ex-governador se manifestou publicamente para negar veementemente as acusações e esclarecer que estava no estacionamento acompanhando uma atividade esportiva de seu enteado. Em declaração divulgada em suas redes sociais, o político lamentou os julgamentos precipitados e reiterou o respeito absoluto às leis e à proteção da infância. Com a publicação do despacho da autoridade policial, a investigação foi oficialmente encerrada e arquivada na capital federal.