Mallu, jovem encontrada morta no Recife
(Imagem: Reprodução)
Novas imagens de câmeras de segurança obtidas pela Polícia Civil de Pernambuco trouxeram avanços decisivos para as investigações sobre a morte de Maria Luiza da Silva Cabral, de 19 anos, conhecida como Mallu.
O material registra os últimos momentos da jovem com vida dentro de uma boate localizada no bairro do Arruda, na Zona Norte do Recife. Nas gravações, a vítima aparece acompanhada por dois homens apontados como os principais suspeitos de envolvimento no homicídio, ocorrido no final de agosto deste ano.
Os registros mostram que Mallu esteve no estabelecimento acompanhada do empresário Victor Tavares Henrique da Silva, com quem mantinha um relacionamento amoroso mantido em sigilo, e de Lucialdo Leandro de Oliveira Lira, de 41 anos, que trabalhava como motorista e segurança particular de Victor.
O grupo permaneceu no local até por volta das 0h30. Horas após deixarem o estabelecimento comercial, o corpo da jovem foi encontrado com marcas de disparos de arma de fogo, perfurações de faca e sinais de carbonização parcial na Estrada de Passarinho, também na Zona Norte da capital pernambucana.
Suspeito preso e motivação sob apuração
A divulgação dos vídeos coincide com o cumprimento de um mandado de prisão temporária contra Lucialdo Leandro, localizado e detido por agentes policiais na Ilha de Itamaracá, na Região Metropolitana do Recife, na última terça-feira (3).
O empresário Victor Tavares também teve a prisão decretada pela Justiça, mas permanece na condição de foragido. De acordo com a Polícia Civil, os mandados foram expedidos porque ambos estavam diretamente em companhia da vítima no período que antecedeu o assassinato.
O caso teve início na noite de 28 de agosto, quando câmeras flagraram o momento em que a jovem embarcou em um automóvel no bairro do Pina, na Zona Sul, onde morava. As apurações apontam que Victor e Lucialdo ocupavam o veículo.
Dias antes do desaparecimento, Mallu havia sido agredida e ameaçada pela ex-companheira do empresário, episódio que culminou em um repasse financeiro feito por Victor para evitar que o conflito fosse denunciado formalmente às autoridades.
A delegada responsável pela apuração, Vanessa Rodrigues, destacou que a motivação exata do crime continua sob investigação. Entre as hipóteses trabalhadas estão o desdobramento da briga anterior ou o eventual receio dos suspeitos de que a vítima tornasse público o relacionamento secreto.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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