André Sulplino de Sá
(Imagem: Reprodução)
A Polícia Civil da Paraíba investiga a suspeita de que a ingestão excessiva de energético tenha provocado a morte do adolescente André Sulplino de Sá, de 17 anos. O jovem faleceu na manhã da última segunda-feira, 2 de novembro, após passar mal dentro da residência da família, localizada no sítio Boa Vista, na zona rural do município de São José da Lagoa Tapada, no Sertão do estado.
Em depoimento à Polícia Militar, a avó do rapaz relatou que o neto teria ingerido cerca de oito litros da bebida estimulante pouco antes de manifestar um mal-estar severo, acompanhado de dores abdominais intensas e alterações visuais.
Em seguida, o adolescente deitou-se em uma rede no terraço do imóvel e perdeu a consciência. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado por volta das 10h14, mas a equipe médica apenas constatou o óbito ao chegar à propriedade.
A ocorrência foi registrada inicialmente como morte a esclarecer, uma vez que a inspeção preliminar no corpo não apontou sinais de violência ou agressão física.
As autoridades policiais aguardam a conclusão dos exames necroscópicos e toxicológicos conduzidos pelo instituto médico legal para confirmar a hipótese de overdose por estimulantes ou identificar eventuais fatores de saúde preexistentes.
Entenda os riscos do consumo excessivo de bebidas energéticas
O consumo exagerado de bebidas energéticas representa um sério risco à saúde, principalmente devido às altíssimas doses de cafeína e substâncias estimulantes presentes em sua composição.
Quando ingeridos em excesso, esses produtos sobrecarregam o sistema cardiovascular, podendo desencadear picos de pressão arterial, palpitações severas, arritmias cardíacas e até paradas cardiorrespiratórias em quadros mais graves.
Além dos impactos no coração, a alta concentração de estimulantes afeta o sistema nervoso central, provocando crises de ansiedade, tremores involuntários, insônia crônica e alteração do estado mental. Sociedades médicas e entidades de pediatria recomendam cautela extrema e contraindicam expressamente o uso por crianças e adolescentes, que possuem menor tolerância aos efeitos colaterais da substância.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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