Kewin dos Santos
(Imagem: Reprodução)
O desaparecimento dos restos mortais de Kewin dos Santos Nunes, de 22 anos, nas dependências do Instituto Médico Legal (IML) do município de Suzano, na Grande São Paulo, impediu a realização das homenagens fúnebres organizadas pela família.
O jovem teve o corpo encontrado carbonizado em agosto dentro de um automóvel incendiado e aguardava a liberação oficial após os exames periciais. Contudo, no momento em que os familiares compareceram à unidade para efetuar a retirada do material biológico e realizar o sepultamento agendado para o domingo, 1° de novembro, a direção do órgão informou a não localização dos despojos periciados.
A ausência dos restos mortais motivou o registro imediato de um boletim de ocorrência por parte da administração da unidade pericial para apurar eventuais falhas administrativas no fluxo de custódia.
O cadáver havia sido transferido recentemente do IML Central, na capital paulista, onde passou por procedimentos analíticos detalhados de identificação. Diante do paradeiro desconhecido do material, a mãe da vítima expressou indignação com a desorganização das autoridades estaduais, desabafando sobre o receio de que o corpo do filho possa ter sido descartado indevidamente no lixo durante a movimentação dos acervos periciais.
Em nota oficial encaminhada aos veículos de imprensa, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) declarou que instaurou um procedimento rigoroso de apuração interna para auditá os registros e verificar as etapas de transferência entre as unidades envolvidas.
A pasta ressaltou que ainda não há confirmação formal do extravio definitivo dos despojos e que o processo respeita as diretrizes legais e sanitárias de biossegurança. A secretaria garantiu ainda que prestará orientações diretas à família assim que o material for localizado e validado para a entrega oficial aos parentes.
Enquanto aguardam esclarecimentos conclusivos do Estado, familiares e amigos da vítima utilizam as redes sociais para cobrar justiça, respeito e transparência da gestão pública. O cancelamento repentino do velório intensificou o sofrimento dos parentes, que buscam encerrar o ciclo de luto com a devida dignidade. As investigações sobre a morte do jovem e sobre as falhas no armazenamento da unidade do IML seguem em andamento pelas instâncias competentes da Polícia Civil paulista.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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