Agente e Bagagem no Aeroporto ao Entardecer
(Imagem: Arte Divulgação/ IA)
A Polícia Civil da Paraíba prendeu preventivamente um homem investigado por aplicar golpes na comercialização de passagens aéreas e pacotes turísticos no município de Queimadas, no Agreste paraibano. As investigações identificaram, até o momento, pelo menos 27 ocorrências relacionadas ao esquema, com prejuízos que ultrapassam R$ 100 mil.
A prisão foi realizada na manhã desta quarta-feira (4), durante uma ação conjunta da Delegacia de Queimadas e da 11ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC). O suspeito é investigado pela prática de diversos crimes de estelionato relacionados à venda de serviços turísticos que, segundo a polícia, não eram efetivamente disponibilizados aos consumidores.
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, as negociações eram realizadas por meio da empresa Global Tour Agências de Viagens Ltda., sediada em Queimadas. Os clientes contratavam passagens aéreas ou pacotes de viagem, efetuavam os pagamentos e, posteriormente, descobriam que os serviços haviam sido cancelados ou não estavam disponíveis.
Golpe com passagens aéreas deixou pelo menos 27 ocorrências registradas
As apurações apontam que o investigado utilizava a comercialização de passagens aéreas e pacotes turísticos para receber pagamentos de consumidores que acreditavam estar adquirindo serviços regulares.
O problema era descoberto posteriormente, quando os clientes tentavam confirmar as reservas ou utilizar os serviços contratados. Conforme as investigações, as passagens e os pacotes eram cancelados ou sequer disponibilizados, apesar dos valores já terem sido pagos.
Até o momento, a Polícia Civil identificou pelo menos 27 ocorrências relacionadas às supostas fraudes. O prejuízo financeiro acumulado supera R$ 100 mil, valor que poderá ser atualizado caso novas vítimas sejam identificadas durante o andamento das investigações.
Além das perdas financeiras, situações dessa natureza podem provocar transtornos aos consumidores, especialmente quando os problemas são descobertos próximo à data prevista para o embarque.
Polícia Civil cumpre mandado de prisão preventiva em Queimadas
A prisão do investigado ocorreu mediante cumprimento de mandado judicial de prisão preventiva. A medida foi executada por equipes da Delegacia de Queimadas e da 11ª Delegacia Seccional de Polícia Civil.
A prisão preventiva é uma medida cautelar determinada pela Justiça durante a investigação ou o processo criminal, quando estão presentes os requisitos previstos em lei. Ela não representa uma condenação antecipada.
O homem permanece na condição de investigado, e sua responsabilidade criminal deverá ser apurada pelas autoridades competentes, respeitando o direito à ampla defesa e ao contraditório.
As informações divulgadas até o momento não esclarecem se outras pessoas participaram das supostas fraudes nem detalham a situação dos valores pagos pelos consumidores.
Consumidores devem redobrar os cuidados ao contratar viagens
O caso registrado em Queimadas reforça a importância de verificar a procedência de empresas e agências antes de contratar passagens aéreas, hospedagens ou pacotes turísticos.
Uma das principais recomendações é consultar a situação cadastral da empresa, conferir se a agência possui registro no Cadastur, quando obrigatório, e verificar diretamente com a companhia aérea se a reserva foi efetivamente emitida.
Também é importante guardar comprovantes de pagamento, contratos, mensagens e demais documentos relacionados à contratação. Esses registros podem auxiliar eventuais reclamações administrativas e investigações policiais.
Consumidores que suspeitem ter sido vítimas de fraudes semelhantes podem procurar uma delegacia de Polícia Civil para registrar a ocorrência e apresentar os documentos disponíveis.
Investigações podem identificar novas vítimas
Com o cumprimento do mandado de prisão preventiva, as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias das negociações e dimensionar os prejuízos atribuídos ao esquema.
O número de ocorrências identificado até agora não significa necessariamente que todas as possíveis vítimas já tenham sido localizadas. Novos registros poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos.
A Polícia Civil ainda não informou, nas informações apresentadas, se houve recuperação de valores ou se existem medidas específicas para o ressarcimento dos consumidores prejudicados.
O caso segue sob investigação, e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades conforme o avanço das apurações.
Estudante iniciante de Jornalismo com graduando em Geografia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), possui mais de 15 anos de experiência na área comercial. Tem interesse em análise de dados, apuração de informa...
Ver todas as publicações