Receita Federal divulgou as regras e mudanças para a declaração do Imposto de Renda 2026.
(Imagem: Receita Federal)
Uma proposta apresentada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, pode mudar a forma como os brasileiros lidam com o Imposto de Renda.
A ideia é substituir a tradicional declaração anual por um sistema mais automatizado, no qual o contribuinte precisaria apenas confirmar ou validar informações já registradas pelo sistema da Receita.
A proposta foi discutida durante uma reunião ministerial realizada no fim de março.
Informações seriam enviadas automaticamente
Pelo modelo sugerido, empresas, bancos, planos de saúde e outras instituições enviariam diretamente seus dados à Receita Federal do Brasil.
Com essas informações já reunidas no sistema, o trabalhador precisaria apenas acessar a plataforma e confirmar se os dados estão corretos.
Segundo o ministro, o objetivo é reduzir a burocracia e tornar o processo mais simples para os contribuintes, aproveitando a digitalização dos serviços no país.
Objetivo é simplificar o sistema tributário
Durante a apresentação da proposta, Durigan afirmou que o Brasil já possui estrutura tecnológica suficiente para adotar um modelo mais automatizado.
A intenção do governo é avançar para um sistema em que a maior parte das informações fiscais seja processada automaticamente, exigindo apenas a validação final do contribuinte.
Declaração de 2026 segue obrigatória
Enquanto a proposta ainda não foi implementada, os contribuintes precisam continuar enviando a declaração normalmente.
Em 2026, os brasileiros devem declarar os rendimentos recebidos ao longo de 2025. O prazo para envio da declaração vai até 29 de maio, segundo a Receita Federal.
A expectativa do órgão é receber cerca de 44 milhões de declarações neste ano.
Mudança na faixa de isenção
Outra mudança já confirmada envolve a faixa de isenção do Imposto de Renda.
Atualmente, estão isentos os contribuintes que recebem até R$ 2.428,80 por mês, valor que substituiu o antigo limite de R$ 2.259,20.
Já a ampliação da isenção para quem ganha até R$ 5 mil mensais está prevista para entrar em vigor apenas a partir de 2027.