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Alerta

Hábito comum pode causar dor de cabeça e afetar a memória

01 mar 2026 - 19h18 Alexsander Arcelino
Homem segurando a cabeça devido à dor causada por desidratação Homem com dor de cabeça, sintoma comum da desidratação (Imagem: Canva)

Um hábito comum na rotina de muitos brasileiros pode estar prejudicando silenciosamente o cérebro: beber pouca água. A desidratação, muitas vezes ignorada no dia a dia, vai além da simples sensação de sede e pode provocar dor de cabeça intensa, dificuldade de concentração e falhas de memória.

Pesquisas recentes seguem analisando como a desidratação impacta a função cognitiva. Estudos apontam que a ingestão insuficiente de líquidos compromete o desempenho mental, afetando raciocínio, atenção e capacidade de processamento de informações.

Quando o corpo não recebe água suficiente, o volume sanguíneo diminui. Isso reduz o fluxo de oxigênio e nutrientes para o cérebro, o que pode provocar dor de cabeça e sensação de pressão. Além do desconforto imediato, a desidratação também interfere no equilíbrio de eletrólitos como sódio e potássio, essenciais para a comunicação entre as células nervosas.

Como a desidratação afeta o cérebro

A desidratação pode gerar alterações temporárias no funcionamento cerebral, prejudicando memória e foco. Em casos frequentes ou prolongados, especialistas investigam se o problema pode contribuir para o envelhecimento neurológico.

Embora ainda esteja em estudo a relação direta entre desidratação e aumento do risco de demência, evidências já demonstram que a falta de líquidos afeta negativamente a performance cognitiva.

Sinais de alerta incluem dor de cabeça persistente, fadiga, tontura, dificuldade de concentração e sensação de confusão mental. Muitas pessoas só percebem o problema quando os sintomas já estão instalados.

A recomendação geral é ingerir cerca de dois litros de água por dia. No entanto, a necessidade pode variar conforme idade, peso, nível de atividade física e temperatura ambiente.

Grupos mais vulneráveis

Idosos merecem atenção especial. Com o avanço da idade, a sensação de sede tende a diminuir, aumentando o risco de desidratação. Além disso, alguns medicamentos, como antidepressivos, podem interferir na regulação da temperatura corporal e na percepção da necessidade de ingerir líquidos.

Em períodos de calor intenso, o risco se torna ainda maior. Crianças e pessoas que praticam atividade física regularmente também devem reforçar a hidratação.

Para prevenir a desidratação, especialistas orientam ajustar a ingestão de líquidos conforme o clima, evitar excesso de bebidas com efeito diurético como café e álcool e observar sinais do próprio corpo.

Manter o hábito de beber água ao longo do dia é uma medida simples, mas fundamental para preservar a saúde cerebral e evitar dores de cabeça recorrentes. Pequenas mudanças na rotina podem fazer grande diferença na memória, na concentração e no bem estar geral.

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