Estudo identificou fatores biológicos ligados à longevidade em pessoas centenárias.
(Imagem: Canva)
Viver por muitas décadas com saúde é um desejo comum, e a ciência segue tentando entender os mecanismos por trás da longevidade. Agora, pesquisadores da Universidade de Genebra e da Universidade de Lausanne, na Suíça, identificaram fatores biológicos que podem estar ligados a pessoas que chegam aos 100 anos.
O estudo analisou amostras de sangue de centenários, idosos na faixa dos 80 anos e adultos entre 30 e 60 anos. O objetivo era comparar como o envelhecimento acontece em diferentes grupos etários e identificar padrões associados à vida longa.
Segundo os cientistas, os indivíduos com 100 anos ou mais apresentaram sinais de envelhecimento mais lento em nível molecular quando comparados aos demais participantes.
O que o sangue revelou sobre a longevidade
Durante a análise, os pesquisadores identificaram centenas de proteínas presentes no sangue dos participantes. Entre os centenários, chamou atenção a predominância de proteínas normalmente encontradas em pessoas mais jovens.
Essas substâncias estão relacionadas a funções essenciais do organismo, como manutenção celular, resposta imunológica e equilíbrio metabólico. Para os especialistas, esse perfil molecular pode ajudar a explicar a maior longevidade observada nesse grupo.
A descoberta reforça a ideia de que o envelhecimento não acontece da mesma forma para todas as pessoas.
Os 3 fatores biológicos apontados pelos cientistas
De acordo com o estudo, não existe fórmula exata para garantir vida longa. Ainda assim, três fatores apareceram com destaque entre os centenários analisados.
1. Maior presença de proteínas associadas à juventude
Os participantes mais longevos apresentaram maior concentração de proteínas comuns em pessoas mais novas, o que pode indicar melhor funcionamento do organismo ao longo do tempo.
2. Menor presença de hormônios ligados ao envelhecimento
Outro ponto observado foi a menor incidência de substâncias hormonais associadas ao desgaste natural do corpo e ao avanço da idade.
3. Retenção de proteínas protetoras
Os centenários também mantinham proteínas importantes para a saúde geral, contribuindo para resistência física e melhor adaptação do organismo.
Genética não explica tudo
Apesar dos achados biológicos, os pesquisadores destacam que a genética responde por cerca de 25% da longevidade. Isso significa que grande parte do envelhecimento saudável ainda depende de fatores externos.
Entre eles estão alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado, controle do estresse, acesso à saúde e ambiente favorável.
Hábitos saudáveis continuam importantes
Mesmo que a predisposição biológica tenha papel relevante, especialistas reforçam que bons hábitos seguem essenciais para aumentar as chances de envelhecer bem.
Manter rotina ativa, evitar cigarro, controlar doenças crônicas e cuidar da saúde mental continuam entre as principais estratégias para buscar mais qualidade de vida e ampliar a longevidade.