Uma mulher foi presa após arremessar gata do 12º andar em Curitiba.
(Imagem: Polícia Civil do Paraná)
Uma cena cruel chocou moradores de um prédio no centro de Curitiba nesta quinta-feira (5). Uma mulher foi presa em flagrante ao arremessar uma gata do 12º andar, em um ato presenciado por vizinhos que ouviram os miados desesperados do animal.
De acordo com o delegado Guilherme Dias, da Polícia Civil do Paraná (PCPR), testemunhas relataram que os gritos da gata chamaram atenção. Ao olhar pelas janelas, viram a suspeita, de origem chinesa, jogando o felino para fora do apartamento.
O neto da mulher confirmou às autoridades que ela não gosta de gatos e que agressões contra o animal eram frequentes. A ação conjunta entre PCPR e Polícia Militar do Paraná (PMPR) resultou na prisão imediata da autora pelo crime de maus-tratos a animais.
Gata sobrevive e recebe atendimento urgente
Milagrosamente, a gatinha resistiu à queda de mais de 30 metros de altura. Ela sofreu traumatismo cranioencefálico, contusão pulmonar e hemorragia severa na região da bexiga, mas foi resgatada rapidamente e levada para a ONG Força Animal.
Na organização, a gata está sob cuidados veterinários intensivos. Após a recuperação, ela será colocada para adoção responsável, garantindo um novo lar cheio de carinho e segurança.
O delegado destacou a importância da pronta intervenção das testemunhas. "Agora ela vai passar as próximas horas recebendo tratamento, muito amor e carinho para salvar sua vida", afirmou Dias.
Histórico de agressões e perfil da suspeita
O caso não foi isolado. Segundo relatos do neto, a mulher tinha um padrão de violência contra o animal doméstico. Isso reforça a gravidade da situação e a necessidade de vigilância comunitária em condomínios.
A suspeita, cuja identidade não foi divulgada, responde em flagrante. O episódio ganhou repercussão nacional, com veículos como G1, CNN Brasil e Agência Brasil cobrindo os detalhes chocantes.
- Testemunhas ouviram miados e viram o arremesso diretamente das janelas.
- Prisão ocorreu em minutos após o chamado à polícia.
- ONG Força Animal assumiu o tratamento completo da vítima.
- Animal deve ser adotado após alta veterinária.
Leis contra maus-tratos e recentes casos no país
O Brasil ampliou as punições para maus-tratos a animais com a Lei Sansão, de 2020. Para cães e gatos, as penas variam de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa e proibição de guarda de animais.
Outros crimes contra bichos incluem negar assistência veterinária ou submeter a condições cruéis. No Paraná, o caso de Curitiba segue episódios recentes, como o cão Abacate, morto a tiros em Toledo, e o cachorro Orelha, agredido por adolescentes em Santa Catarina.
Esses incidentes evidenciam um problema persistente. Em 2025, o Ministério Público registrou aumento de 30% nas denúncias de violência animal no Sul do país, impulsionando campanhas de conscientização.
Especialistas em proteção animal alertam para sinais de abuso, como feridas recorrentes ou medo excessivo nos pets. Denunciar ao 190 ou Disque 100 é essencial para prevenir tragédias.
A sociedade civil tem se mobilizado. ONGs como a Força Animal dependem de doações para resgates. No caso da gata de Curitiba, a repercussão pode incentivar adoções e maior fiscalização em prédios residenciais.
Impacto social e lições do caso
O episódio reacende o debate sobre empatia e responsabilidade com animais domésticos. Em condomínios, regras internas contra crueldade devem ser reforçadas, com câmeras e assembleias para proteção coletiva.
Veterinários da região paranaense relatam que quedas de altura são comuns em abusos, mas a sobrevivência dessa gata é rara. "É um milagre que nos motiva a continuar o trabalho", disse um representante da ONG.
Autoridades prometem acompanhamento psicológico à suspeita e investigação aprofundada sobre histórico familiar. O neto, que convive com a avó, pode prestar depoimentos adicionais.
- Pena mínima de 2 anos para maus-tratos a gatos e cães.
- Multa e perda da guarda animal são obrigatórias.
- Denúncias anônimas via app ou telefone salvam vidas.
- Campanhas educativas crescem em escolas e redes sociais.
Enquanto a gata se recupera, o Brasil reflete sobre como coabitar com pets de forma respeitosa. Casos como esse de Curitiba servem de alerta: a violência contra animais não passa impune.
Organizações incentivam a castração e vacinação para reduzir abandonos. Em 2026, metas nacionais visam zerar eutanásias desnecessárias, priorizando adoção responsável.
A história da gatinha guerreira inspira esperança. Após o trauma, ela terá uma segunda chance, graças à ação rápida da comunidade e das forças de segurança.