A Anvisa proibiu azeite Terra das Oliveiras por origem irregular e suspendeu sal Marfim por falta de iodo e doce São Benedito por problemas com conservante.
(Imagem: Ministério da Agricultura e Pecuária/Divulgação)
A Anvisa agiu rapidamente para retirar do mercado produtos alimentícios que não atendem aos padrões de segurança. O azeite de oliva extravirgem Terra das Oliveiras teve venda, fabricação e consumo proibidos em todo o Brasil. Vendido pela Shopee, o item apresenta origem desconhecida e menciona como importadora a JJ-Comercial de Alimentos, empresa extinta desde o início de 2025.
A decisão saiu no Diário Oficial da União e inclui a apreensão de todos os estoques disponíveis. Essa medida faz parte de uma série de fiscalizações mais rigorosas sobre azeites importados, que frequentemente apresentam misturas indevidas ou produção sem controle sanitário adequado. Consumidores que adquiriram o produto devem descartá-lo imediatamente.
Sal grosso Marfim sem iodo suficiente
O lote 901124 do sal grosso Marfim, produzido pela M Gomes Praxedes Ltda., está suspenso pela Anvisa. O motivo foi a reprovação no teste de teor de iodo pelo LACEN-DF, laboratório de referência. A agência determinou recolhimento total para evitar distribuição de sal que não cumpre a função nutricional obrigatória.
Desde 1953, o Brasil exige iodação do sal de cozinha para combater o bócio e outras deficiências de tireoide. A norma da Anvisa estabelece entre 15 e 45 miligramas de iodo por quilo. Valores abaixo disso podem afetar especialmente gestantes, crianças e populações carentes, aumentando riscos de problemas de desenvolvimento cognitivo.
- Lote específico 901124 afetado pela suspensão.
- Teste realizado pelo Laboratório Central do DF.
- Obrigatoriedade de recolhimento nacional.
- Impacto na prevenção de doenças da tireoide.
Doce de leite São Benedito com falhas
Outro produto visado foi o doce de leite em pedaços São Benedito, fabricado em 25 de junho de 2025 pela JF Indústria Comércio de Doces e Laticínios. A Anvisa suspendeu comercialização, distribuição e consumo por falta de identificação do lote e reprovação no teste de ácido sórbico. O conservante apresentou níveis inadequados, comprometendo a estabilidade do alimento.
Ácido sórbico previne o crescimento de fungos e bactérias em doces lácteos. Sua dosagem deve seguir limites estritos da legislação para evitar tanto a deterioração quanto excessos tóxicos. O monitoramento da Anvisa via Promac garante que aditivos permaneçam dentro dos parâmetros seguros para o consumo humano.
- Data de fabricação: 25/06/2025.
- Sem identificação de lote no rótulo.
- Conservante ácido sórbico irregular.
- Recolhimento obrigatório dos estoques.
Contexto das fiscalizações alimentares
Em 2025, a Anvisa proibiu mais de 20 marcas de azeite por fraudes semelhantes, como adição de óleos baratos ou rótulos falsos. O crescimento das vendas online ampliou os desafios de controle, exigindo maior atenção dos órgãos sanitários. Essas ações protegem milhões de brasileiros de riscos invisíveis nos rótulos.
As empresas envolvidas foram procuradas pela imprensa, mas não responderam até o momento. A transparência é crucial: fabricantes devem registrar lotes e submeter amostras regularmente. Consumidores têm direito a informações claras sobre composição e procedência de cada item na prateleira ou e-commerce.
Para se proteger, verifique sempre o selo da Anvisa, CNPJ ativo da importadora e laudos de qualidade. Denuncie irregularidades pelo site oficial da agência ou Disque Saúde (136). Com o mercado aquecido por promoções digitais, a vigilância coletiva fortalece a segurança alimentar nacional.
Essas suspensões reforçam o compromisso da agência com padrões internacionais. Normas alinhadas à OMS e Codex Alimentarius elevam a qualidade média dos produtos brasileiros. Investimentos em laboratórios regionais aceleram análises, reduzindo tempo entre detecção e recolhimento.