Especialistas indicam que atender chamadas de spam pode ajudar a reduzir novas tentativas de contato.
(Imagem: Canva)
As chamadas de spam se tornaram parte da rotina de milhões de brasileiros e continuam sendo um dos maiores incômodos do uso diário do celular. Elas surgem nos momentos mais inoportunos, raramente oferecem algo relevante e, em muitos casos, despertam receio de golpes ou tentativas de fraude. Apesar disso, especialistas apontam que a forma como lidamos com essas ligações pode influenciar diretamente a frequência com que elas ocorrem.
Com o avanço da inteligência artificial e de sistemas automatizados de discagem, simplesmente rejeitar uma chamada pode não ser a melhor estratégia. Ao contrário do que muitos imaginam, ignorar ou recusar a ligação pode sinalizar aos algoritmos que o número está ativo e disponível, aumentando o interesse por novas tentativas de contato.
Por que rejeitar chamadas de spam pode ser um erro
De acordo com especialistas em cibersegurança, quando uma chamada é rejeitada sem sequer ser atendida, os sistemas automatizados interpretam que a linha existe e está em uso. Isso faz com que o número ganhe mais valor dentro das bases de dados utilizadas por campanhas de telemarketing e bots de ligação.
Nesse cenário, o usuário pode acabar preso em um ciclo repetitivo, no qual o sistema tenta contato diversas vezes em busca de uma resposta efetiva. As chamadas de spam passam a se repetir justamente porque não houve uma interação clara indicando desinteresse.
Há ainda muitos mitos associados ao tema. Um dos mais comuns é o medo de atender e dizer “sim”, acreditando que a voz possa ser gravada e usada para gerar um falso consentimento. Embora o cuidado seja válido, especialistas afirmam que uma resposta curta e objetiva é mais eficiente do que simplesmente rejeitar a ligação.
Responder rapidamente pode reduzir o incômodo
Atender a chamada e dar uma resposta simples, como “Alô?” seguido de “Não estou interessado” ou “Como você conseguiu este número?”, costuma transmitir um sinal mais definitivo aos sistemas automatizados. Essa reação indica que o usuário não é um alvo receptivo, o que pode reduzir as tentativas futuras daquela campanha específica.
Embora isso não elimine todas as chamadas de spam, aumenta as chances de que o número seja removido de listas ativas, ao menos temporariamente. Muitas vezes, perder alguns segundos atendendo pode evitar semanas de novas ligações.
Filtros e cuidados continuam sendo essenciais
Além da forma de atendimento, é fundamental utilizar os recursos de bloqueio e identificação de spam disponíveis nos smartphones. Sistemas Android e iOS oferecem filtros cada vez mais eficientes, capazes de identificar chamadas suspeitas antes mesmo de o telefone tocar.
Manter o aparelho atualizado também é importante, já que as melhorias nesses filtros dependem de atualizações constantes. Outro cuidado indispensável é nunca fornecer informações pessoais ou bancárias durante uma ligação, independentemente do tom usado pelo interlocutor.
Também é recomendado revisar autorizações concedidas ao se cadastrar em serviços, aplicativos e promoções. Muitas vezes, os próprios usuários acabam permitindo o compartilhamento de seus dados com terceiros, o que alimenta bancos de dados utilizados por empresas de telemarketing e aumenta o volume de chamadas de spam.
Uma mudança simples pode fazer diferença
Embora não exista uma solução definitiva para eliminar esse tipo de ligação, pequenas mudanças de comportamento podem ajudar a reduzir o problema. Atender rapidamente, responder de forma objetiva e utilizar os filtros disponíveis pode ser mais eficaz do que simplesmente rejeitar todas as chamadas.
Na próxima vez que o celular tocar com um número desconhecido, vale avaliar se dedicar alguns segundos à resposta pode ser a diferença entre encerrar aquele contato de vez ou continuar recebendo ligações indesejadas com frequência.