Presidente Lula participa de entrega de moradias do Minha Casa, Minha Vida em Maceió.
(Imagem: Ricardo Stuckert / PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou nesta sexta-feira (23) a contratação de mais de 2 milhões de unidades habitacionais pelo Minha Casa, Minha Vida, meta inicialmente prevista para ser alcançada apenas até o fim de 2026. O marco foi atingido com um ano de antecedência e reforça a intenção do governo federal de ampliar ainda mais o programa habitacional.
A retomada do Minha Casa, Minha Vida ocorreu em fevereiro de 2023, quando Lula assinou a Medida Provisória nº 1.162 durante visita ao município de Santo Amaro, na Bahia. Na ocasião, o presidente estabeleceu como objetivo a contratação de dois milhões de moradias até o término do atual mandato. Entre 2023 e 2025, foram contratadas 2,11 milhões de unidades em todo o país.
Durante agenda em Maceió, capital de Alagoas, Lula participou da entrega de 1.337 moradias e celebrou o resultado antecipado do programa. O investimento total do Governo do Brasil para viabilizar as contratações ultrapassa R$ 317,78 bilhões. Somente em Alagoas, foram contratadas 36.318 unidades, com aporte de aproximadamente R$ 4,6 bilhões.
Lula defende ampliação do programa habitacional
Ao discursar, o presidente reforçou o compromisso de reduzir o déficit habitacional no país e destacou a importância do Minha Casa, Minha Vida para garantir dignidade às famílias de baixa renda.
“Eu tenho o compromisso de um dia zerar o déficit habitacional, porque todo e qualquer brasileiro vai ter o seu ninho para cuidar da família. Sabemos que precisamos construir muito mais, porque cada vez que a gente para de construir aumenta a quantidade de pessoas sem casa”, afirmou Lula.
Segundo o presidente, a política habitacional também cumpre um papel social ao direcionar recursos públicos para quem mais precisa. Ele destacou que a ampliação do programa contribui para a redução das desigualdades e para o fortalecimento da economia.
Histórias de beneficiários reforçam impacto social
Antes do pronunciamento oficial, Lula entregou as chaves de imóveis a quatro beneficiários do programa em Maceió. Marcos Antônio de Oliveira Silva, Rosimeire da Silva, Gessiane Rodrigues Cruz e Jéssica Juliana de Farias relataram sentimentos de gratidão, dignidade e realização ao conquistar a casa própria.
Gessiane, mãe de dois filhos e profissional da área da saúde, comemorou a nova etapa da vida. “Vou dar moradia digna aos meus filhos e ajudá-los a se desenvolver de forma muito melhor”, afirmou.
Lula destacou o significado do imóvel para famílias de baixa renda. “Cada pessoa que recebeu a chave hoje tem um patrimônio. Um patrimônio que precisa ser cuidado”, disse.
Programa impulsiona mercado e gera empregos
O ministro das Cidades, Jader Filho, apresentou dados que demonstram a relevância do Minha Casa, Minha Vida para o setor da construção civil. Segundo ele, atualmente cerca de 85% dos lançamentos imobiliários do país estão vinculados ao programa.
Criado em 2009, o programa já possibilitou que mais de 9 milhões de brasileiros realizassem o sonho da casa própria. A expectativa do governo é alcançar a marca de 3 milhões de unidades contratadas nos próximos anos.
As moradias entregues em Maceió fazem parte da Faixa 1 do programa, voltada a famílias com renda mensal de até R$ 2.850. Essa modalidade conta com subsídios que podem chegar a até 95% do valor do imóvel e é financiada pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).
Parcerias e alcance nacional
Autoridades locais também destacaram a importância do programa. O governador de Alagoas, Paulo Dantas, e o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, ressaltaram o impacto social e econômico das contratações no estado e no município.
Desde a retomada em 2023, o Minha Casa, Minha Vida passou a adotar novas práticas e um marco legal atualizado, ampliando o acesso à moradia digna e fortalecendo a sustentabilidade urbana. Atualmente, o programa já alcançou 85% dos municípios brasileiros, totalizando 4.764 cidades atendidas.
A contratação das 2,1 milhões de unidades beneficiará cerca de 8,4 milhões de pessoas em todas as regiões do país, com destaque para o Sudeste e o Nordeste.