Senador Flávio Bolsonaro atua como porta-voz do pai e busca pacificar divisões internas no Partido Liberal
(Imagem: Foto: Flávio Bolsonaro | Divulgação)
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terá sua estrutura de proteção pessoal triplicada a partir desta etapa da pré-campanha. A decisão ocorre após a equipe de inteligência da Polícia do Senado Federal mapear um expressivo aumento nas manifestações de violência e ameaças direcionadas ao parlamentar no ambiente digital desde o início de junho.
Ao todo, o monitoramento identificou 2.288 conteúdos classificados como de risco. Como resposta direta aos alertas de inteligência, o parlamentar passará a usar colete balístico em tempo integral durante compromissos públicos e contará com um efetivo ampliado de agentes, além de reforço em viaturas e equipamentos operacionais.
Classificação dos conteúdos e estrutura operacional
O levantamento realizado pela equipe de inteligência categorizou as mensagens identificadas conforme o grau e a tipologia do risco detectado:
A pré-campanha não detalhou a identidade dos autores nem se todos os registros já foram encaminhados formalmente às instâncias de investigação judiciária.
| Recurso de Segurança | Como Funcionará na Prática |
| Efetivo Policial | Número de agentes da Polícia do Senado destacados para o senador foi triplicado. |
| Proteção Individual | Uso obrigatório e contínuo de colete à prova de balas em eventos e viagens. |
| Centro de Comando | Central em Brasília operando 24h para monitoramento em tempo real dos trajetos. |
| Frota e Logística | Aumento da quantidade de veículos ostensivos e de apoio tático. |
Repercussão política e acionamento do STF
Mesmo diante da readequação do protocolo de segurança, Flávio Bolsonaro declarou que manterá os compromissos públicos de rua durante o período eleitoral:
"Quem acha que vai me intimidar está perdendo tempo. Não tenho medo de ameaças. Vou continuar nas ruas, ouvindo os brasileiros e lutando por um país mais livre, seguro e próspero", afirmou o parlamentar.
A equipe do pré-candidato atribuiu o aumento das ocorrências a discursos recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que citavam figuras históricas associadas a delação e enforcamento. Por conta das declarações, a defesa do senador acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de investigação por suposta incitação ao crime e ameaça.
A Polícia do Senado Federal, responsável pela custódia pessoal do parlamentar há oito anos, continuará à frente de todas as operações de proteção ao longo da campanha de 2026.