Filme sobre Bolsonaro tem orçamento maior que filmes vencedores do Oscar.
(Imagem: Divulgação/Dark Horse)
O filme "Dark Horse", que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, está no centro de uma investigação da Polícia Federal por suspeita de desvio de recursos públicos. A operação, deflagrada nesta quinta-feira, apura o financiamento da obra, que teria recebido US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões na cotação da época — do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master.
O valor, que supera o orçamento de filmes vencedores do Oscar, chama atenção por ser significativamente maior do que o praticado no mercado nacional. Para se ter uma ideia, o orçamento de "Dark Horse" seria suficiente para produzir 15 dos últimos 20 longas vencedores do Oscar de melhor filme, incluindo títulos como "Anora", "Parasita" e "Moonlight", além de obras hollywoodianas como "A forma da água" e "Birdman".
O filme, que será lançado em 11 de setembro, poucas semanas antes do primeiro turno da eleição, conta com um elenco que mistura atores brasileiros e internacionais. Jim Caviezel, conhecido por "A Paixão de Cristo", protagoniza a produção, enquanto Camille Guaty interpreta Michelle Bolsonaro. Eduardo é vivido por Edward Finlay, e Carlos por Sergio Barreto. O papel de Flávio Bolsonaro é interpretado por Marcus Ornellas.
A direção é de Cyrus Nowrasteh, e o elenco inclui nomes como Lynn Collins e Esai Morales. A produção, que tem como base a trajetória política do ex-presidente, já teve seu pôster divulgado em abril e a data de estreia revelada.