Viaturas da Polícia Civil da Paraíba
(Imagem: Foto: Divulgação/PC)
A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (6), a segunda etapa da Operação Cerne, voltada ao combate a organizações criminosas e ao tráfico de drogas na capital paraibana. A ação concentrou o cumprimento das ordens judiciais no Bairro dos Ipês, localizado na Zona Norte de João Pessoa, resultando na prisão de três homens investigados por integrar o esquema ilícito.
A ofensiva policial cumpriu dez mandados expedidos pelo Poder Judiciário, sendo sete de busca e apreensão e três de prisão preventiva. A operação foi coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Dracco), por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), em conjunto com a Unidade de Inteligência da Polícia Civil (Unintelpol).
Prisão do líder e atuação de informantes no Bairro dos Ipês
Entre os capturados durante a investida policial está o homem apontado pelos investigadores como o líder da estrutura criminosa na localidade. Conforme a polícia judiciária, o investigado já possuía histórico criminal anterior por disparo de arma de fogo em via pública.
Os outros dois homens detidos no local atuavam diretamente como "olheiros" ou informantes do grupo. De acordo com os detalhes fornecidos pelo delegado Alex Amorim, a dupla tinha a atribuição de monitorar a movimentação nas vias de acesso e alertar a liderança sobre a aproximação de viaturas, dificultando o trabalho das forças de segurança e a apreensão de entorpecentes.
“Conseguimos prender o líder e mais duas pessoas que tinham função de informar a chegada da polícia, para que a polícia não conseguisse apreender materiais ilícitos”, explicou o delegado responsável pela ação.
As apurações policiais indicam que o grupo promovia o que a perícia classifica como domínio social estruturado, caracterizado pela ostentação de armas de fogo e intimidação dos moradores da comunidade.
Integração com operações nacionais de combate ao crime organizado
A Operação Cerne II dá continuidade ao trabalho investigativo iniciado na primeira fase da ação, realizada no mês de agosto, oportunidade em que os agentes apreenderam aparelhos celulares e objetos utilizados em atos de violência. A meta central da nova etapa é desestruturar a cadeia de comando da facção e cessar a rentabilidade obtida com a venda de substâncias ilícitas.
O trabalho deflagrado em João Pessoa integra o calendário das operações nacionais Renorcrim e Narke, articuladas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública através da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Operações Integradas e Inteligência (Diopi). A estratégia nacional visa integrar dados de inteligência entre as Polícias Civis dos estados para neutralizar grupos envolvidos com o tráfico de drogas e portes ilegais de armas em território brasileiro.