Camisa 9 avalia variações táticas propostas pela comissão técnica e prega foco total contra a Noruega
(Imagem: Foto: Nelson Terme / CBF)
O atacante Matheus Cunha assumiu o protagonismo nos microfones nesta sexta-feira (3), durante entrevista coletiva concedida nas dependências do hotel The Ridge, em Basking Ridge, nos Estados Unidos. O camisa 9, que ocupa o posto de vice-artilheiro do Brasil na Copa do Mundo com três gols marcados, enfatizou a importância de sua versatilidade tática no esquema estruturado pelo técnico Carlo Ancelotti, priorizando o equilíbrio coletivo em detrimento do brilho individual.
“Tenho funções importantes até para potencializar os companheiros. Se todo mundo for protagonista o tempo todo, como nos clubes, vai faltar o principal. Feliz de demonstrar com os gols, mas também com outras funções importantes na equipe”, pontuou o centroavante de 27 anos.
O atleta detalhou como suas atribuições em campo variam de acordo com a estratégia desenhada para cada adversário. "Em muitos momentos eu estou de 9 e tenho que estar flutuando como o ponta do losango ou como um meia de criação, e finalizando como 9. De acordo com os jogos, a comissão dar funções diferentes aos atletas é muito comum. Nesse jogo (contra o Japão), o plano principal para mim era flutuar mais, tentar criar mais jogadas, encontramos dois planos muito compactos”, destrinchou. Até o momento, o jogador balançou as redes duas vezes contra o Haiti e uma contra a Escócia.
Alerta ligado para os astros da Premier League
O foco total da delegação brasileira está voltado para o duelo decisivo das oitavas de final contra a seleção da Noruega, agendado para este domingo (5). Atleta do Manchester United, Cunha alertou a linha defensiva da Amarelinha sobre o forte poder de fogo do setor ofensivo europeu, liderado por velhos conhecidos seus dos gramados ingleses e alemães.
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Martin Ødegaard: O meio-campista do Arsenal foi citado como o cérebro de criação da equipe norueguesa;
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Erling Haaland: O goleador do Manchester City é a principal ameaça de finalização, com quem Cunha mantém boa relação e já enfrentou tanto na Premier League quanto no futebol alemão;
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Foco coletivo: O atacante ressaltou que a Seleção não pode se bitolar apenas nos dois astros, pois a Noruega possui um elenco robusto e fisicamente perigoso.
Pés no chão e busca pela eternidade
Apesar da evolução gradativa demonstrada pela Seleção Brasileira à medida que o torneio avança no continente norte-americano, Matheus Cunha rechaçou qualquer rótulo de favoritismo para a partida eliminatória. Para ele, o fator psicológico e a sinergia entre os jogadores serão os verdadeiros diferenciais nos 90 minutos.
“Vejo que, com todo respeito, favoritismo não entra em campo. Por mais que alguns tenham seus pensamentos e confiança nos companheiros, isso não ajuda durante os 90 minutos. Tudo pode acontecer. O que nos ajuda é a confiança em nós mesmos, a confiança que cresce depois dos gols e também a confiança transmitida pelos companheiros. Isso acaba virando uma bola de neve, e esperamos evoluir cada vez mais”, avaliou.
Ao projetar o legado que este grupo pretende deixar, o centroavante não escondeu a ambição de conquistar o título e resgatar o orgulho da torcida. “Queremos construir a nossa própria história e marcar o coração dos brasileiros da mesma forma que as gerações anteriores marcaram o nosso. Temos vontade de alcançar grandes objetivos, mas, acima de tudo, queremos dar orgulho ao povo brasileiro. Se for para marcar essa geração, que seja conquistando mais uma estrela. Foi assim que eles ficaram eternizados”, encerrou.