Carlo Ancelotti estuda mudanças táticas na Seleção Brasileira para o mata mata.
(Imagem: Rafael Ribeiro/CBF)
A Seleção Brasileira entra em campo neste domingo (5), às 17h, em Nova Jersey, enfrentando a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo sob a sombra de um desfalque de peso. A ausência confirmada de Lucas Paquetá, lesionado, forçou o técnico Carlo Ancelotti a quebrar o silêncio estratégico para indicar que Gabriel Martinelli é o favorito para assumir a vaga no meio-campo.
A lesão muscular de Paquetá, sofrida no confronto contra o Japão, desestruturou o setor de criação que vinha dando equilíbrio ao time. Na véspera do confronto eliminatório, Ancelotti deu pistas claras de que prefere a intensidade de Martinelli para manter a pressão defensiva e a velocidade na transição ofensiva do Brasil.
Na prática, a mudança altera a dinâmica de recomposição pelo lado esquerdo do campo, um ponto crítico para neutralizar o forte jogo de transição dos noruegueses. O treinador italiano destacou que a escolha não se resume a preencher o espaço, mas sim a redefinir a interpretação das funções táticas com e sem a bola.
Como isso afeta o esquema tático do Brasil na prática
Martinelli traz características muito distintas das de Paquetá. Enquanto o meia lesionado oferecia maior cadência e sustentação física no setor, o atacante do Arsenal entrega profundidade e velocidade vertical, algo que pode empurrar a linha defensiva da Noruega para trás.
Durante a coletiva, Ancelotti explicou que o substituto ideal precisa recompor defensivamente pelo lado esquerdo sem a bola, tarefa que Martinelli desempenha com excelência no futebol europeu. Com a posse de bola, a flexibilidade do atleta permite que Vinícius Júnior flutue para o centro, abrindo o corredor para o avanço de Douglas Santos.
O comandante também mencionou outras alternativas táticas, como o volante Danilo ou os atacantes Matheus Cunha e Ederson, reforçando que o equilíbrio defensivo é sua maior preocupação ao projetar o ataque brasileiro.
O que está por trás do retorno de Raphinha e a evolução do time
Além do quebra-cabeça no meio, Ancelotti confirmou uma excelente notícia para os torcedores: o retorno do atacante Raphinha aos relacionados. O camisa 11, recuperado de lesão na coxa direita, deve começar no banco de reservas, pronto para ser uma arma importante no segundo tempo.
A volta do ponta do Barcelona encerra um período de transição onde o jovem Rayan precisou assumir a responsabilidade na ponta direita. A comissão técnica celebra a recuperação rápida, entendendo que o repertório ofensivo do Brasil ganha em maturidade para a fase aguda do torneio.
Questionado sobre o desempenho geral do Brasil na competição, o treinador adotou um tom leve e distribuiu notas crescentes para a equipe, que estreou com nota 5 contra o Marrocos e alcançou um 7,5 na última vitória sobre o Japão. Esse crescimento gradual mostra um grupo que está amadurecendo no momento exato em que a margem de erro zera nas fases eliminatórias.