O Banco Central revelou o primeiro incidente com chaves Pix em 2026.
(Imagem: Bruno Peres/Agência Brasil)
O Banco Central determinou uma série de aprimoramentos nas diretrizes de segurança aplicadas ao Pix. As alterações têm como foco principal otimizar a estrutura de rastreamento de valores e facilitar a recuperação de recursos movimentados por meio de fraudes, golpes ou inconsistências operacionais no sistema.
A área com maior impacto direto é o aperfeiçoamento do Mecanismo Especial de Devolução. Com os novos procedimentos, as instituições bancárias passam a visualizar o histórico completo da movimentação e a localização precisa do dinheiro transferido no exato instante em que um pedido de infração for registrado pelo cliente afetado. Essa mudança visa barrar a prática de criminosos que distribuem rapidamente quantias obtidas ilicitamente por diversas contas secundárias.
Aplicação de inteligência artificial e sanções administrativas
Paralelamente aos ajustes no mecanismo de devolução, o órgão regulador trabalha no desenvolvimento de uma ferramenta voltada ao monitoramento contínuo de riscos baseado em inteligência artificial. O modelo emprega algoritmos de aprendizado de máquina para mensurar a probabilidade de uma transação ser fraudulenta em tempo real, fornecendo esse indicador às plataformas de proteção mantidas pelas instituições financeiras.
O conjunto de diretrizes também prevê punições mais severas para instituições autorizadas que apresentem falhas de segurança recorrentes em seus sistemas. Entre as sanções em análise pela autoridade monetária estão:
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Bloqueio temporário da inclusão de novas chaves de movimentação
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Restrição de limites de valores ou horários para efetivação de envios
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Suspensão temporária do acesso à infraestrutura geral de transações
O pacote de melhorias inclui a padronização dos alertas emitidos aos clientes, a expansão das regras do mecanismo de devolução para iniciadores de pagamentos e o bloqueio de chaves Pix vinculadas a dados cadastrais inconsistentes na Receita Federal.