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Economia

Dólar sobe para R$ 5,24 com tensões entre EUA e Irã e ata do Fed em dia de pregão curto

19 fev 2026 - 10h02 Joice Gomes   atualizado às 10h12
Dólar sobe para R$ 5,24 com tensões entre EUA e Irã e ata do Fed em dia de pregão curto Dólar comercial fechou em R$ 5,24 na quarta-feira (18), influenciado por tensões EUA-Irã e ata do Federal Reserve. (Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial encerrou o pregão desta quarta-feira (18) cotado a R$ 5,24, com leve alta de 0,21% em relação ao dia anterior. O movimento ocorreu em um dia encurtado pela Quarta-Feira de Cinzas, quando as negociações na B3 foram interrompidas mais cedo.

A cotação iniciou em baixa, tocando R$ 5,20 nos primeiros minutos, mas reverteu com o avanço das preocupações internacionais. Na máxima, chegou a R$ 5,25 por volta das 15h50, refletindo a busca por ativos seguros em meio a instabilidades globais.

Tensões geopolíticas impulsionam alta

As tensões entre EUA e Irã dominaram o cenário externo, elevando a aversão ao risco nos mercados. O presidente Donald Trump intensificou as ameaças contra Teerã, com a Casa Branca citando "vários argumentos" para uma possível ação militar.

Trump enviou porta-aviões ao Golfo Pérsico e reforçou a presença militar na região, enquanto o Irã responde com alertas a bases americanas em países vizinhos. Negociações nucleares em Genebra avançaram timidamente, mas o impasse persiste, travando avanços concretos.

Esse contexto geopolítico pressiona o dólar globalmente, com investidores migrando para a moeda americana como refúgio. No Brasil, sem indicadores domésticos relevantes, o câmbio seguiu o fluxo internacional.

  • Trump enviou USS Gerald Ford e outros ativos ao Oriente Médio.
  • Irã ameaça retaliar em caso de intervenção militar americana.
  • Protestos internos no Irã aumentam pressão sobre o regime Khamenei.

Ata do Fed reforça dólar forte

A divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed) acelerou a valorização do dólar. O documento revela um mercado de trabalho nos EUA mais resiliente que o esperado, reduzindo apostas em cortes de juros iminentes.

Participantes do comitê indicaram que ajustes adicionais nas taxas só ocorreriam se a inflação cair conforme projeções. Isso mantém a política monetária restritiva por mais tempo, fortalecendo o dólar ante emergentes como o real.

No Brasil, a ata impacta expectativas para o câmbio, pois um dólar valorizado encarece importações e pressiona a inflação interna. Analistas monitoram dados como prévia do PIB e IPCA-15 para reações futuras.

  • Mercado de trabalho EUA supera expectativas, freando cortes de juros.
  • Fed dividido sobre ritmo de afrouxamento monetário em 2026.
  • Dólar ganha força global com tom menos dovish do banco central americano.

Impactos no mercado brasileiro

O Ibovespa fechou em queda de 0,24%, aos 186.016 pontos, marcando a terceira sessão consecutiva de perdas. Mineradoras pesaram no índice devido à baixa do minério de ferro, agravada pelo risco geopolítico.

Para importadores e empresas exportadoras, o dólar a R$ 5,24 eleva custos de insumos estrangeiros e melhora competitividade de produtos brasileiros no exterior. Consumidores sentem no preço de eletrônicos, combustíveis e viagens internacionais.

O Banco Central monitora o fluxo cambial, com entrada de dólares via exportações ajudando a conter volatilidade. No curto prazo, persistência das tensões EUA-Irã pode manter o dólar pressionado para cima.

Investidores avaliam riscos: escalada militar no Oriente Médio poderia disparar petróleo e commodities, beneficiando o Brasil como exportador, mas elevando inflação global. Por outro lado, resolução diplomática traria alívio ao real.

  • Ibovespa cai influenciado por mineradoras e apetite por risco reduzido.
  • Importadores enfrentam custos maiores; exportadores ganham margem.
  • Fluxo comercial brasileiro ajuda a estabilizar câmbio no médio prazo.

Perspectivas para os próximos dias

Na quinta-feira (19), o foco vira para prévia do PIB brasileiro e dados econômicos dos EUA, como payroll. Tensões EUA-Irã seguem no radar, com possibilidade de novas declarações de Trump.

Analistas preveem volatilidade no dólar enquanto o Fed sinaliza cautela nos juros. No Brasil, Copom pode reagir com Selic estável para conter pressões inflacionárias derivadas do câmbio.

Investidores recomendam diversificação em portfólios, com atenção a ativos atrelados ao dólar em cenários de risco. O real pode se recuperar se negociações nucleares progredirem, mas o risco geopolítico domina as apostas atuais.

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