0:00 Ouça a Rádio
Qua, 22 de Abril
Busca
0:00 Ouça a Rádio
Dólar

Dólar comercial sobe para R$ 5,22 em dia de turbulência nos mercados internacionais

13 fev 2026 - 21h23 Joice Gomes   atualizado às 21h26
Dólar comercial sobe para R$ 5,22 em dia de turbulência nos mercados internacionais Em meio a turbulência internacional e realização de lucros, o dólar comercial fechou a R$ 5,229 nesta sexta-feira (13). (Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial encerrou a semana em alta, refletindo um dia marcado por volatilidade nos mercados globais e ajustes locais antes do carnaval. A moeda americana foi vendida a R$ 5,229, com elevação de 0,57% em relação ao dia anterior.

Essa cotação representa o segundo avanço consecutivo do dólar, que chegou a tocar R$ 5,25 durante a manhã, mas moderou os ganhos à tarde com a melhora nas bolsas dos Estados Unidos. Apesar disso, a divisa acumula queda de 4,72% no ano de 2026.

Mercados externos pressionam o dólar

A turbulência internacional foi o principal driver da valorização do dólar. Dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que subiram 0,2% em fevereiro, não aliviaram as expectativas dos investidores quanto a cortes nos juros pelo Federal Reserve.

A criação de empregos acima do esperado na economia americana reforça a visão de que o Fed pode adiar reduções nas taxas de juros, atualmente na faixa de 3,5% a 3,75%. Além disso, preocupações com uma possível bolha no setor de inteligência artificial pesaram sobre o índice Nasdaq, que recuou 0,22%.

  • Índice de preços ao consumidor (CPI) nos EUA avançou 0,2% em fevereiro, abaixo das expectativas de 0,3%.
  • No acumulado de 12 meses, a inflação americana ficou em 2,8%.
  • Índices Dow Jones e S&P 500 fecharam em leve alta, mas o humor permaneceu cauteloso.

Ibovespa recua em meio a realização de lucros

Paralelamente à alta do dólar, o Ibovespa, principal índice da B3, caiu 0,69%, fechando aos 186.464 pontos. O movimento veio de vendas para embolsar ganhos recentes, após recordes consecutivos no início do mês.

A cotação do petróleo em alta ajudou petroleiras a amenizar perdas, mas o ajuste geral prevaleceu. Investidores compraram dólar mais barato nas quedas anteriores, contribuindo para a pressão altista.

No semanal, o dólar subiu apenas 0,18%, mostrando que a tendência de desvalorização anual persiste, beneficiada por fluxos de capital estrangeiro para o Brasil.

  • Ibovespa chegou a cair 1,99% no intradiário, mas recuperou parte das perdas.
  • Ações de petroleiras como Petrobras ganharam com petróleo em alta.
  • Realização de lucros dominou o mercado interno pré-carnaval.

Impactos para a economia brasileira

A valorização do dólar eleva custos para importadores de combustíveis, insumos industriais e bens de consumo, podendo pressionar a inflação interna. Empresas exportadoras, por outro lado, veem melhora na competitividade.

Para o consumidor, viagens internacionais e compras no exterior ficam mais caras, especialmente com o dólar turismo próximo de R$ 5,40. O Banco Central monitora o câmbio de perto, com intervenções pontuais para conter volatilidade.

O calendário de carnaval, com folga prolongada, pode ampliar oscilações na segunda-feira, dependendo do humor global. Analistas apontam que dados fiscais brasileiros e decisões do Fed serão decisivos nas próximas semanas.

  • Importadores enfrentam custos maiores com dólar acima de R$ 5,20.
  • Exportadores de commodities ganham com câmbio favorável.
  • Viagens ao exterior encarecem para turistas brasileiros.

Perspectivas para o câmbio adiante

Com o Federal Reserve em pausa nos cortes de juros, o dólar tende a se manter forte globalmente, pressionando moedas emergentes como o real. No Brasil, o equilíbrio fiscal e o crescimento econômico serão chaves para estabilizar o câmbio.

Expectativas para 2026 apontam dólar entre R$ 5,00 e R$ 5,50, dependendo de fatores como tarifas comerciais nos EUA sob o governo Trump e fluxo de investimentos. O Comitê de Política Monetária (Copom) também influencia, com Selic em 15% ao ano.

Investidores devem monitorar o reabrir dos mercados pós-carnaval e indicadores americanos, como payroll e decisões do Fed. A resiliência do real em meio a turbulências externas demonstra amadurecimento do mercado brasileiro.

Tags:

Mais notícias
Economia prateada movimenta R$ 2 trilhões com público 60+
Estratégico Economia prateada movimenta R$ 2 trilhões com público 60+
Dívida crescente pode dificultar cartão de crédito para classe média
Financeiro Dívida crescente pode dificultar cartão de crédito para classe média
Lei em vigor pode cancelar Bolsa Família de milhares no Brasil
Social Lei em vigor pode cancelar Bolsa Família de milhares no Brasil
Brasileiros que lucraram em Bets devem pagar imposto até 30 de abril
Fiscal Brasileiros que lucraram em Bets devem pagar imposto até 30 de abril
Alckmin comemora alta de 32,9% na venda de carros populares
Positivo Alckmin comemora alta de 32,9% na venda de carros populares
Idosos ficam livres do Imposto de Renda em qual idade? Veja regra
Esclarecedor Idosos ficam livres do Imposto de Renda em qual idade? Veja regra
Preço do leite deve subir ainda mais nos supermercados
Preocupante Preço do leite deve subir ainda mais nos supermercados
A corrida pelos minerais críticos: como a América Latina tenta deixar de ser apenas o 'quintal' das potências
Minerais críticos A corrida pelos minerais críticos: como a América Latina tenta deixar de ser apenas o 'quintal' das potências
Aposentado há menos de 1 ano recebe 13º do INSS em 2026? Veja regra
Previdenciário Aposentado há menos de 1 ano recebe 13º do INSS em 2026? Veja regra
Sistema de Valores a Receber libera R$ 10,5 bilhões esquecidos em bancos
Valores Sistema de Valores a Receber libera R$ 10,5 bilhões esquecidos em bancos
Mais Lidas
Bethania Nascimento: a bailarina brasileira que desafiou o racismo e conquistou Nova York
Bailarina Bethania Nascimento: a bailarina brasileira que desafiou o racismo e conquistou Nova York
Peças de carro baratas: o perigo invisível que pode custar caro e causar acidentes
Manutenção preventiva Peças de carro baratas: o perigo invisível que pode custar caro e causar acidentes
Juros da casa própria: por que a queda da Selic ainda não chegou ao financiamento da Caixa
Financiamento Caixa Juros da casa própria: por que a queda da Selic ainda não chegou ao financiamento da Caixa
Novas regras do seguro-defeso: o que muda para 1,5 milhão de pescadores
Seguro-defeso Novas regras do seguro-defeso: o que muda para 1,5 milhão de pescadores