Consumo diário de café traz proteção para o fígado e reduz inflamações no organismo
(Imagem: Canva)
O hábito de tomar café diariamente voltou a ser destaque na comunidade científica, mas com um alerta importante sobre a forma de consumo. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, revelou que o consumo de uma a três xícaras de café por dia está associado a uma redução no risco de mortalidade por todas as causas, desde que a bebida seja ingerida pura ou com quantidades mínimas de açúcar e gordura saturada.
Publicada no The Journal of Nutrition, a pesquisa analisou dados dietéticos de mais de 46 mil adultos com 20 anos ou mais, coletados ao longo de quase duas décadas pela Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição dos EUA (NHANES). Os achados reforçam o papel dos compostos bioativos do café na prevenção de doenças, mas destacam que adições calóricas frequentes podem anular seus efeitos benéficos.
O impacto dos aditivos e os limites recomendados
Os cientistas categorizaram os participantes com base no tipo de café ingerido (com ou sem cafeína) e na quantidade de ingredientes adicionados à xícara. O benefício protetor foi estatisticamente relevante apenas entre aqueles que consumiam café puro ou com baixo teor de aditivos.
Para ser considerado de "baixo teor", a adição de açúcar deveria ser inferior a 2,5 gramas por xícara de 240 ml (cerca de meio colher de chá). Já no caso da gordura saturada (como leite integral ou creme), o limite estabelecido foi de no máximo 1 grama por xícara.
| Volume Diário de Café | Redução no Risco de Morte (Sem Aditivos) | Impacto no Consumo com Açúcar/Gordura |
| 1 xícara por dia | 16% de redução | Benefício anulado ou significativamente reduzido |
| 2 a 3 xícaras por dia | 17% de redução | Benefício anulado ou significativamente reduzido |
| Acima de 3 xícaras | Sem benefícios adicionais | Redução na proteção contra doenças cardiovasculares |
Conforme destacou a equipe responsável pelo estudo, liderada pelas pesquisadoras Bingjie Zhou e Fang Fang Zhang, a análise é uma das primeiras a quantificar precisamente como os acompanhamentos transformam o perfil saudável da bebida. Quando o café passa a ser consumido como um alimento ultraprocessado ou sobremesa rica em açúcares, os compostos antioxidantes deixam de compensar os riscos associados à alta ingestão calórica.