Consumo diário de café traz proteção para o fígado e reduz inflamações no organismo
(Imagem: Canva)
A inclusão da bebida na rotina diária pode trazer benefícios diretos para a saúde do fígado. Uma pesquisa publicada na revista científica Clinical Gastroenterology and Hepatology apontou que o hábito de tomar café moderadamente reduz o risco do desenvolvimento de complicações graves no órgão, incluindo quadros de cirrose e carcinoma hepatocelular, a forma mais frequente de tumor hepático.
O levantamento acompanhou 354.957 participantes ao longo de mais de uma década. No início dos exames, nenhum paciente apresentava histórico de doenças no órgão. Ao avaliar a frequência de consumo, o uso do grão com ou sem cafeína e a adição de açúcar, os cientistas constataram que mesmo quantidades pequenas já garantem um efeito protetor significativo.
Confira a redução de riscos por quantidade consumida
Os dados demonstraram que a proteção avança conforme o hábito de consumo se consolida na rotina. Em comparação aos indivíduos que não tomam café, os resultados médios observados foram:
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Uma a duas xícaras por dia: redução de 20% no risco de cirrose, 24% no de tumor hepático e 31% na taxa de mortalidade por doença no órgão.
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Três a quatro xícaras por dia: apresentaram a resposta protetora mais consistente do levantamento.
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Cinco ou mais xícaras por dia: queda de 32% no risco de cirrose, 47% de câncer no fígado e 42% na mortalidade por complicações no fígado.
Exames de ressonância magnética e testes laboratoriais comprovaram que as pessoas que bebem café contam com menores taxas de gordura hepática, menos acúmulo de ferro e baixos índices de inflamação e fibrose. O benefício foi verificado tanto no produto tradicional quanto na versão descafeinada, indicando que compostos naturais do grão atuam na preservação celular.
Recomendações médicas e o mercado no Brasil
Apesar da constatação estatística, os autores reforçam que o levantamento é observacional e não substitui hábitos saudáveis para manter a saúde do fígado. Cuidados como controle de peso, rotina de exercícios físicos, moderação com álcool e acompanhamento de diabetes continuam indispensáveis. Pacientes hipertensos ou com arritmia e ansiedade devem consultar orientação médica antes de ampliar o consumo.
A descoberta chega em um momento de expansão do mercado nacional. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) indicam que as vendas no varejo avançaram 2,44% no primeiro quadrimestre de 2026, atingindo a marca de 4,91 milhões de sacas comercializadas. O produto segue presente em 98% das residências do país.