O bilionário americano Christopher Robinson adquiriu o Pathfinder Ranches.
(Imagem: Divulgação/Reprodução)
O mundo do agronegócio ganhou um novo capítulo gigante nesta semana. O bilionário americano Christopher Robinson, CEO do Ensign Group, anunciou a compra do Pathfinder Ranches, no estado do Wyoming. O negócio, avaliado em US$ 79,5 milhões (R$ 440 milhões), envolve uma área colossal de 916 mil acres, equivalente a 370 mil hectares, ou quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo.
A transação, fechada em 14 de janeiro de 2026, encerra meses de especulações. Nomes famosos circularam em rumores nas redes sociais, mas a vitória ficou com a família Robinson, que já domina vastas extensões em Utah, Idaho e Wyoming. Essa aquisição impulsiona o grupo para o topo dos maiores proprietários privados de terras nos Estados Unidos.
Características impressionantes do rancho
O Pathfinder Ranches ocupa uma posição privilegiada no coração do Oeste americano, entre as montanhas Ferris, Pedro e Green. A propriedade abraça o imenso Reservatório Pathfinder e 32 km de margens do rio Sweetwater, além de planaltos, vales e áreas montanhosas. Essa diversidade geográfica sustenta um ecossistema vibrante, perfeito para criação de gado e preservação ambiental.
Dos 916 mil acres totais, 99.188 são de propriedade direta, com o restante garantido por arrendamentos federais e estaduais. A capacidade de suporte chega a 90.444 AUM, unidade que mede pastagens para rebanhos. A região abriga antílopes, cervos, alces e aves emblemáticas como o sage-grouse.
- Cobre quatro condados no Wyoming.
- Supera em tamanho o estado de Rhode Island.
- Inclui o primeiro banco de conservação de sage-grouse dos EUA.
Quem é Christopher Robinson
Ao lado dos irmãos Alexander e Victoria, Christopher lidera o Ensign Group, antes na 31ª posição do ranking Land Report dos 100 maiores donos de terras privadas americanas. A compra do Pathfinder marca a maior expansão da companhia, que já administrava mais de um milhão de acres entre propriedades próprias e públicas.
Em declaração ao New York Post, Robinson revelou sua filosofia: “Amamos a terra e a água. Vemos isso como investimento sólido a longo prazo e oportunidade de sermos mordomos de uma porção da criação divina”. A família prioriza gestão ativa, contrastando com administrações passivas que negligenciam infraestrutura.
O bilionário americano planeja crescer o rebanho de forma orgânica, retendo novilhas em vez de compras impulsivas. Cercas, nascentes e pastagens receberão investimentos imediatos para máxima produtividade.
Planos ambiciosos para o futuro
A visão vai além da pecuária tradicional. O rancho se prepara para outfitting, serviços de caça regulada e ecoturismo, revitalizando alojamentos e trilhas. A conservação ambiental ganha destaque, com produção de créditos de carbono e manutenção do banco de sage-grouse.
- Expansão gradual do gado com foco em qualidade.
- Diversificação via turismo rural e caça sustentável.
- Geração de créditos ambientais vendáveis.
Essa estratégia reflete tendências globais: terras como ativos refúgio em cenários econômicos voláteis. Nos EUA, secas e custos elevados encolhem rebanhos bovinos para mínimas históricas, valorizando pastagens extensivas como o Pathfinder.
Impacto global e lições para o Brasil
O negócio explodiu nas redes pela escala e mistério inicial do comprador. Mas vai além do sensacionalismo: destaca terra e água como tesouros estratégicos. No Brasil, onde o agro impulsiona a economia, o caso inspira reflexões sobre escala, sustentabilidade e sucessão familiar.
Enquanto americanos buscam refúgio no campo, produtores brasileiros enfrentam desafios como competitividade e clima. O exemplo do bilionário americano reforça a importância de integrar produção, conservação e inovação. Fazendas não são só negócios, são legados para gerações.
Em um mundo de incertezas, propriedades como o Pathfinder Ranches provam que o chão firme vale ouro. O Ensign Group agora comanda um império rural que une lucro, natureza e visão de futuro.