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Cassius

Cassius: adeus ao maior crocodilo em cativeiro do mundo

18 jan 2026 - 20h02 Joice Gomes   atualizado às 20h12
Cassius: adeus ao maior crocodilo em cativeiro do mundo Gigante pré histórico chega ao fim, Cassius o maior crocodilo em cativeiro do planeta com 5,48 metros e mais de uma tonelada. (Imagem: gerado por IA)

O mundo da vida selvagem perdeu um de seus maiores ícones. Cassius, reconhecido como o maior crocodilo em cativeiro do planeta, faleceu em novembro de 2024 no santuário Marineland Melanesia, na Ilha Verde, perto de Cairns, na Austrália. Com impressionantes 5,48 metros de comprimento e peso superior a uma tonelada, o réptil de água salgada marcou gerações de visitantes e defensores da conservação.

Estimativas apontam que Cassius tinha entre 110 e 120 anos na época da morte. Sua saúde começou a declinar em outubro de 2024, logo após a aposentadoria de seu cuidador de longa data, George Craig. O animal parou de se alimentar e entrou em rápido declínio, o que gerou debates sobre o impacto emocional em répteis tão antigos.

História de um gigante selvagem

Capturado em 1984 no rio Finniss, no Território do Norte australiano, Cassius era um predador temido. Ele atacava barcos e gado, acumulando cicatrizes de batalhas ferozes, incluindo a perda da pata dianteira esquerda, parte do focinho e 15 cm da cauda. Para evitar sua eutanásia, George Craig o transportou por mais de 3 mil quilômetros até Green Island em 1987, onde viveu por 37 anos.

No santuário, Cassius conquistou o título do Guinness World Records em 2011, superando Lolong, das Filipinas. Seu tamanho colossal, equivalente à altura de uma girafa, atraía turistas do mundo todo, que admiravam seus olhos dourados e personalidade serena, apelidada de "sweetheart" pelos tratadores.

Causa da morte revelada

Necropsia realizada pelo Centro de Pesquisa de Crocodilos, em Darwin, determinou que Cassius morreu de sepse provocada por uma infecção dormente há mais de 40 anos. A lesão antiga, provavelmente da juventude selvagem, rompeu uma cápsula fibrosa e se espalhou rapidamente. Análises de ossos tentaram precisar sua idade, mas variações climáticas estáveis no cativeiro dificultaram a contagem de anéis de crescimento.

  • Infecção encapsulada no tórax, ligada a ferimento na costela esquerda.
  • Sepse generalizada como causa fatal direta.
  • Idade estimada entre 70 e 120 anos, sem confirmação exata.

Recentemente, em dezembro de 2025, Cassius foi taxidermizado e voltou ao parque como exposição educativa, preservando sua memória para futuras gerações.

Legado na conservação

A história de Cassius destaca a longevidade impressionante dos crocodilos de água salgada, que podem ultrapassar 100 anos na natureza. Espécies como essa enfrentam ameaças de perda de habitat e caça ilegal, mas santuários como Marineland ajudam na educação ambiental. O réptil serviu como embaixador para a proteção de ecossistemas aquáticos australianos.

Tratadores relatam que Cassius possuía uma "alma visível" em seus olhos, diferenciando-o de outros crocodilos agressivos. Sua partida emocionou o mundo, com tributos em redes sociais e veículos globais. O caso reforça a importância de laços entre humanos e animais em cativeiro.

Curiosidades sobre o Rei dos pântanos

  • Medida exata: 5,48 metros, maior que a face da Estátua da Liberdade.
  • Peso: cerca de 1,3 tonelada, apesar das amputações.
  • Vida em cativeiro: 40 anos no mesmo local, sem fugas ou ataques.
  • Recorde Guinness mantido desde 2013, após morte de Lolong (6,17m).

A morte de Cassius, o maior crocodilo em cativeiro, fecha um capítulo épico da natureza. Seu legado inspira ações pela preservação de predadores de topo, essenciais para o equilíbrio ambiental. Santuários continuam vigilantes, garantindo que histórias como essa perdurem.

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