Maioria dos pacientes que utilizam produtos de cannabis importados divide a rotina com treinos de alta intensidade em academias
(Imagem: Foto: Divulgação / TV Brasil)
A integração de terapias alternativas à rotina de atletas amadores e entusiastas do condicionamento físico ganhou um panorama estatístico detalhado. Uma pesquisa inédita realizada pela plataforma Blis Data, considerada a maior base de dados sobre o mercado canábico da América Latina, revelou que a musculação é a modalidade esportiva mais praticada por indivíduos que realizam tratamentos de saúde com produtos importados à base de substâncias derivadas da planta. O levantamento identificou que o treinamento de força lidera com folga o perfil do público atendido.
Os dados mostram uma predominância massiva do levantamento de peso em comparação com outras práticas esportivas. Enquanto a musculação aparece no topo da preferência, isolada com 44% das menções, a segunda atividade física mais citada pelos pacientes é a caminhada, registrando apenas 9%. O ranking das cinco primeiras posições é completado pelas seguintes modalidades:
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Corrida: Ocupa a terceira colocação, respondendo por 8,4% dos usuários ativos;
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Pilates: Aparece logo em seguida, registrando a preferência de 8% do público;
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Ciclismo: Fecha o grupo principal de atividades com 6% de adesão;
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Futebol: Tradicional preferência nacional, a prática do futebol ficou relegada à penúltima posição no recorte das dez modalidades mais listadas.
Frequência de treinos e principais queixas clínicas
O monitoramento dos hábitos de vida demonstrou que o grupo avaliado mantém uma rotina de alta constância de exercícios. A maioria absoluta dos entrevistados (54%) declarou ir à academia ou praticar seu esporte de três a cinco vezes por semana, enquanto uma parcela de 20% mantém-se ativa diariamente, evidenciando o perfil saudável dos adeptos da cannabis medicinal.
O estudo também mapeou os principais transtornos e sintomas que motivam os esportistas a buscarem o tratamento fitoterápico. A queixa mais recorrente nos consultórios é a perda de foco e concentração durante as tarefas cotidianas, seguida de perto por distúrbios relacionados ao sono de má qualidade e episódios de estresse crônico logo nas primeiras horas da manhã. Outro achado relevante da auditoria aponta que 54% dos pacientes realizam o tratamento de forma combinada, associando os óleos e cápsulas canábicas a medicamentos alopáticos convencionais.
Metodologia e universo da amostragem
A Blis Data estruturou o relatório técnico após realizar uma triagem detalhada em seu banco de dados, que conta com mais de 75 mil indivíduos cadastrados. Para fins de precisão científica, os analistas isolaram e descartaram o grupo de pacientes sedentários, concentrando o escopo do artigo exclusivamente no grupo que pratica atividades físicas regulares, composto por 47 mil voluntários.
As fichas cadastrais são preenchidas de forma espontânea pelos usuários e incluem questionários detalhados sobre o histórico de saúde, anamnese clínica e aspectos emocionais que envolvem a evolução do tratamento com cannabis medicinal. O cruzamento dessas informações ajuda a comunidade médica a entender como os fitocanabinoides atuam na modulação do estresse e no tempo de recuperação muscular de pessoas submetidas a cargas intensas de treinos.