Vista aérea do Parque do Povo lotado evidencia o potencial de atração de turistas para a rede hoteleira campinense
(Imagem: Foto: Codecom / Amanda Leite / Arte Produções)
A maturidade do mercado de hospitalidade e entretenimento no interior do Nordeste está prestes a consolidar um novo teto histórico. A rede hoteleira de Campina Grande projeta registrar o seu maior índice de movimentação dos últimos anos, impulsionada pelo fluxo contínuo de visitantes atraídos pelos 33 dias de programação d'O Maior São João do Mundo. As estimativas de mercado indicam que o preenchimento de vagas nos estabelecimentos locais deve quebrar recordes e romper a barreira dos 88% de leitos ocupados ao longo de todo o mês de junho.
Os dados foram validados pelo Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Campina Grande (SHRBS-CG). Segundo a presidência da entidade, o período junino consolidou-se como o motor financeiro vital para o ecossistema comercial do município. O fenômeno do turismo de eventos altera a dinâmica da cidade ao atrair milhares de viajantes de múltiplos estados brasileiros e comitivas internacionais, injetando capital diretamente na receita operacional de empreendimentos de pequeno, médio e grande porte.
Estrutura habitacional e os dias de pico da festa
Para dar suporte à demanda massiva de turistas, a Rainha da Borborema conta com uma infraestrutura de recepção que vem recebendo aportes e modernizações constantes:
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Capacidade Fixa: O município disponibiliza aproximadamente 3.900 leitos formais ativos;
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Distribuição: A malha de hospedagem está dividida entre 27 hotéis de diferentes categorias e 19 pousadas estruturadas;
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Economia Compartilhada: O inventário de acomodações é ampliado de forma expressiva pelo mercado de locação de imóveis por temporada via plataformas digitais;
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Gargalo de Lotação: A maior concentração de reservas ocorre entre os dias 21 e 24 de junho, datas que marcam as celebrações de São João e fazem com que os hotéis operem com 100% de ocupação.
Impacto macroeconômico e fomento federal
As repercussões financeiras dos festejos ultrapassam os limites das portarias dos hotéis, ramificando-se pelas cadeias de transporte autônomo, agências de receptivo, comércio varejista e polos gastronômicos. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sede) de Campina Grande estima que a circulação de riquezas gerada unicamente pela cadeia produtiva da festa ultrapassará a cifra de R$ 800 milhões nesta edição, consolidando o município como um polo de atração de investimentos para a Paraíba.
No cenário macro regional, o Ministério do Turismo projeta que as festividades juninas injetem R$ 2,4 bilhões na economia do país, considerando apenas os cinco principais polos integrados. Para evidenciar o impacto do turismo de eventos no Produto Interno Bruto (PIB) regional, o governo federal estruturou o programa “Destino: Festas Juninas”. A iniciativa consiste na veiculação de uma websérie e episódios radiofônicos focados em contar histórias de empreendedorismo cultural em cidades estratégicas como Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Maracanaú (CE) e Petrolina (PE), demonstrando como a tradição gera emprego, renda e desenvolvimento social sustentável.