Governador Lucas Ribeiro e ministra Luciana Santos debatem a liberação de verbas para o setor de alta tecnologia da Paraíba
(Imagem: Foto: Acervo Pessoal / Governo da Paraíba)
A consolidação de infraestruturas de pesquisa disruptivas no Nordeste ganhou um novo impulso financeiro e institucional. O governador Lucas Ribeiro e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, reuniram-se na Granja Santana, em João Pessoa, para alinhar o cronograma de instalação do Centro Internacional de Computação Quântica da Paraíba (Ciquanta-PB). O projeto, que se encontra em estágio avançado de montagem de engenharia, foi desenhado para inserir o ecossistema local na vanguarda da microeletrônica, gerando reflexos diretos na eficiência industrial e no desenvolvimento de novas abordagens na medicina.
Durante a agenda de trabalho, o governo federal formalizou a liberação de R$ 20 milhões complementares para o custeio de 156 bolsas de estudo de alta titulação acadêmica. O plano estratégico do centro foca na transferência internacional de tecnologia, criando condições técnicas para que o estado ganhe autonomia para projetar e manufaturar seus próprios dispositivos de processamento de dados. Com isso, a Paraíba assume o pioneirismo nacional ao se tornar a primeira unidade federativa a operar, de forma física, computadores quânticos supercondutores.
Parcerias internacionais e aplicação em políticas públicas
A modelagem de negócios e desenvolvimento do Ciquanta conta com um acordo de cooperação técnica firmado junto à corporação chinesa CETC-ICQ. A arquitetura operacional do centro está ancorada em três diretrizes complementares:
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Processamento: Execução de cálculos matemáticos e simulações complexas inviáveis para os supercomputadores tradicionais;
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Autonomia: Absorção de conhecimento industrial para montagem de hardware quântico em solo paraibano;
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Capital Humano: Formação especializada de pesquisadores por meio de programas de residência técnica e intercâmbio científico global.
Os impactos sociais da consolidação da computação quântica em solo paraibano abrangem a otimização de serviços essenciais prestados à população. Os novos algoritmos serão convertidos em ferramentas de inteligência para o aperfeiçoamento de políticas públicas geridas pelo Executivo estadual, refinando o cruzamento de dados na Segurança Pública, a roteirização de redes escolares na Educação e o diagnóstico por imagem e modelagem de fármacos na área da Saúde.
Financiamento e combate às assimetrias regionais
O secretário da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties), Cláudio Furtado, detalhou que o montante global mobilizado para o início das operações do Ciquanta já atinge a cifra de R$ 160 milhões, compostos por aportes divididos entre o tesouro do Governo da Paraíba e verbas federais do MCTI. A ministra Luciana Santos defendeu que a escolha do estado para sediar a estrutura baseou-se na maturidade de seu parque tecnológico e atende à diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de descentralizar os investimentos em ciência e tecnologia, combatendo as desigualdades econômicas regionais.
Representantes da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico do MCTI e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq) pontuaram que os resultados do investimento em computação quântica funcionarão como uma semente de inovação de longo prazo, garantindo blindagem para sistemas de segurança bancária e atraindo indústrias de alta tecnologia para o estado nas próximas décadas.