Descubra como a Força Nacional atuará em Coari e Barcelos, no Amazonas.
(Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou o envio de profissionais da Força Nacional para as cidades de Coari e Barcelos, no Amazonas, em ação contra o crime organizado. A portaria, publicada no Diário Oficial da União em 18 de fevereiro de 2026, foi assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva e prevê atuação por pelo menos 90 dias.
Essas localidades ribeirinhas, acessadas principalmente por vias fluviais como o rio Solimões em Coari e o Rio Negro em Barcelos, enfrentam desafios com narcotráfico e crimes ambientais. A Força Nacional prestará apoio aos órgãos locais de segurança para preservar a ordem pública e proteger pessoas e patrimônio.
Contexto da operação da Força Nacional
A decisão integra o Plano Amazônia: Segurança e Soberania, conhecido como Plano Amas, criado para adaptar ações de segurança pública às especificidades da Amazônia Legal. O plano busca reduzir crimes ambientais e fortalecer a cooperação federativa entre União, estados e municípios.
Coari, próxima ao rio Solimões, e Barcelos, à margem do Rio Negro, são pontos estratégicos para o tráfico de drogas e extração ilegal de recursos naturais. A portaria não detalha o número de agentes ou data exata de chegada, mas indica que o contingente seguirá planejamento da Diretoria da Força Nacional.
Essa mobilização episódica e planejada reforça a estratégia do governo federal para combater organizações criminosas que exploram a dificuldade de acesso nessas áreas remotas. A medida responde à necessidade de presença estatal mais efetiva em regiões vulneráveis.
Objetivos principais no combate ao crime
O foco da Força Nacional será o narcotráfico, que usa rios para escoamento de drogas, e os crimes ambientais, como desmatamento ilegal e garimpo. Essas atividades criminosas geram impactos sociais, como violência e degradação ambiental, afetando comunidades indígenas e ribeirinhas.
- Atuação contra o narcotráfico nas calhas dos rios Negro e Solimões.
- Contenção de ilícitos ambientais, como extração ilegal de madeira.
- Apoio a operações integradas com polícias federal, rodoviária e estaduais.
- Preservação da ordem pública e proteção de patrimônio em áreas isoladas.
O ministro Wellington César Lima e Silva, em posse recente, enfatizou a necessidade de ações coordenadas contra o crime organizado, elevando o tema a prioridade de Estado. Essa operação exemplifica a integração de instituições para resultados concretos.
Importância do Plano Amas na região
Instituído por decreto em 2023, o Plano Amas prevê bases integradas de segurança, modernização de órgãos e capacitação profissional na Amazônia Legal. Ele abrange nove estados e visa operações contra crimes associados ao meio ambiente, como tráfico de armas e homicídios ligados à extração ilegal.
Na prática, o plano promove governança com comitês gestor, técnico e estaduais, garantindo planejamento estratégico. No Amazonas, ações anteriores da Força Nacional já foram prorrogadas, indicando continuidade no esforço federal.
Para as comunidades locais, a presença da tropa significa maior segurança no dia a dia, redução de conflitos e estímulo a atividades econômicas sustentáveis. Especialistas destacam que o sucesso depende de integração com órgãos ambientais e inteligência policial.
Impactos esperados e próximos passos
A operação da Força Nacional em Coari e Barcelos pode reduzir a influência de facções criminosas, melhorando índices de segurança. Impactos práticos incluem patrulhas fluviais mais frequentes e inteligência compartilhada para desarticular rotas de tráfico.
- Reforço na vigilância de rios principais de acesso.
- Possível prorrogação dos 90 dias iniciais, conforme avaliação.
- Integração com bases do Plano Amas para ações permanentes.
- Monitoramento de resultados para ajustes operacionais.
De acordo com fontes oficiais, o contingente obedecerá a critérios de eficiência, com avaliação contínua. Futuramente, expansões para outras cidades amazônicas podem ocorrer, ampliando o escopo do Plano Amas.
Essa iniciativa demonstra o compromisso do governo com a soberania na Amazônia, equilibrando segurança e preservação ambiental. Moradores das regiões afetadas aguardam os efeitos positivos na qualidade de vida e no desenvolvimento sustentável.
A mobilização reforça que o enfrentamento ao crime organizado exige presença qualificada e planejada, especialmente em áreas de difícil acesso. O sucesso dependerá da coordenação entre todos os níveis de governo e da sociedade civil.