Pessoas em fila.
(Imagem: Foto: José Cruz/Agência Brasil)
A partir de janeiro de 2026, trabalhadores desligados sem justa causa passam a receber valores maiores do seguro-desemprego, graças ao reajuste aplicado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O aumento acompanha a variação de 3,9% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, refletindo a necessidade de manter o poder de compra dos beneficiários. A medida já está em vigor em todo o país, beneficiando tanto quem já recebe o auxílio quanto aqueles que ainda vão solicitar o benefício.
Com o reajuste, o teto do seguro-desemprego passou de R$ 2.424,11 para R$ 2.518,65, enquanto o valor mínimo subiu de R$ 1.518 para R$ 1.621.
De acordo com o governo, objetivo é assegurar que o auxílio continue cumprindo sua função social: oferecer suporte financeiro temporário para os trabalhadores que perderam seus empregos, permitindo que mantenham despesas básicas até encontrarem uma nova colocação no mercado de trabalho.
Como será calculado o novo benefício
O valor do seguro-desemprego é definido com base na média dos últimos três salários recebidos pelo trabalhador. Com o reajuste, as faixas de cálculo foram atualizadas para 2026, garantindo maior precisão e justiça no benefício:
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Para quem possui salário médio de até R$ 2.222,17, o benefício corresponderá a 80% da média salarial ou ao salário mínimo, prevalecendo o valor mais alto.
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Para salários médios entre R$ 2.222,18 e R$ 3.703,99, o cálculo considera 50% sobre o que exceder R$ 2.222,17, acrescido de R$ 1.777,74.
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Para quem recebe acima de R$ 3.703,99, o valor da parcela é fixo em R$ 2.518,65.
Essas alterações foram planejadas para assegurar que o auxílio seja proporcional à renda do trabalhador, oferecendo um suporte mais adequado e compatível com as necessidades de cada faixa salarial.
O reajuste do seguro-desemprego também busca mitigar os impactos econômicos do desemprego sobre as famílias brasileiras, garantindo que o benefício continue cumprindo seu papel de proteção temporária.
Segundo o Ministério do Trabalho, as mudanças refletem um esforço contínuo do governo em adaptar políticas públicas à inflação e às necessidades da população.
Com o aumento, espera-se que os beneficiários consigam manter suas despesas básicas por mais tempo, enquanto buscam reinserção no mercado de trabalho.
O seguro-desemprego, dessa forma, reforça sua função social, oferecendo tranquilidade financeira temporária e contribuindo para a estabilidade econômica de quem passa por períodos de desemprego.
O que é o seguro-desemprego?
O seguro-desemprego é um benefício temporário oferecido pelo governo aos trabalhadores que foram dispensados sem justa causa. Ele tem como objetivo garantir uma renda mínima enquanto a pessoa busca um novo emprego, ajudando a manter as despesas básicas durante o período de desemprego.
Alguns pontos importantes sobre o seguro-desemprego:
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Quem tem direito: trabalhadores formais (com carteira assinada) que foram demitidos sem justa causa, trabalhadores domésticos, pescadores durante a época de defeso e alguns trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão.
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Duração: o benefício é pago por um número determinado de parcelas, que varia de acordo com o tempo trabalhado. Normalmente, vai de 3 a 5 parcelas.
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Valor: o valor do seguro-desemprego depende da média dos últimos salários recebidos pelo trabalhador, respeitando um mínimo e um teto que são atualizados periodicamente.
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Objetivo: proteger financeiramente o trabalhador enquanto ele busca recolocação no mercado de trabalho, evitando que fique totalmente sem renda.
Em resumo, o seguro-desemprego funciona como uma “rede de segurança temporária” para quem perdeu o emprego, ajudando a atravessar o período sem trabalho até conseguir uma nova oportunidade.
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