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Internacional

Trump autoriza Marinha dos EUA a escoltar petroleiros no Golfo em meio à escalada do conflito com o Irã

03 mar 2026 - 21h50 Joice Gomes   atualizado em 04/03/2026 às 08h48
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Trump autoriza Marinha dos EUA a escoltar petroleiros no Golfo em meio à escalada do conflito com o Irã Donald Trump anuncia seguro e possível escolta naval para navios no Golfo Pérsico. (Imagem: gerado por IA)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a Marinha americana pode escoltar petroleiros no Golfo Pérsico. A declaração ocorre em resposta ao bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, que interrompeu o tráfego marítimo essencial para o comércio global de petróleo.

Trump determinou que a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional forneça seguros contra riscos políticos e garantias financeiras para o comércio marítimo na região. Essa ação busca mitigar os efeitos da escalada militar no Oriente Médio, iniciada com ataques de forças israelenses e norte-americanas ao Irã no final de semana.

Os preços do petróleo bruto dispararam com o conflito. O barril de Brent subiu mais de 13% em meio à paralisação das rotas pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Conflito no Oriente Médio paralisa rotas vitais

O Estreito de Ormuz virou o epicentro da tensão. Petroleiros foram danificados por ataques, e empresas de transporte marítimo reavaliam riscos na área. Seguradoras elevaram prêmios de guerra, encarecendo fretes e adiando viagens.

Os ataques começaram no sábado, com bombardeios de EUA e Israel contra alvos iranianos, incluindo instalações nucleares e navais. O Irã retaliou com mísseis e drones contra bases americanas em países vizinhos, estendendo o confronto ao Golfo todo.

Trump justificou as ações como prevenção a ameaças iranianas, afirmando que destruiu grande parte da capacidade militar do adversário. Autoridades israelenses planejam uma campanha de duas semanas para neutralizar a projeção de poder do Irã.

  • Ataques iranianos atingiram consulados e bases no Golfo, com fumaça vista em Dubai.
  • Israel bombardeou Teerã, incluindo a emissora estatal e o aeroporto Mehrabad.
  • Dezenas de petroleiros encalhados ou danificados no Estreito de Ormuz.
  • OPEP+ anunciou aumento de 206 mil barris diários para suprir interrupções.

Impactos econômicos globais da crise

A alta nos preços do petróleo ameaça a economia mundial. Analistas preveem barris acima de US$ 100 se o conflito persistir, pressionando inflação e juros em vários países. No Brasil, o dólar já saltou para R$ 5,26, e a Bolsa caiu 3% com a notícia.

Trump enfatizou a redução de custos de combustível como prioridade. Ele alertou que preços altos podem ser temporários, mas persistirão até o fim da crise, afetando eleições americanas em novembro.

Empresas buscam rotas alternativas, como o Canal de Suez para cargas gerais, mas o petróleo depende do Golfo. A Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA pode ser acionada para estabilizar mercados.

  • Preços do Brent ultrapassaram US$ 82, maior nível desde janeiro de 2025.
  • Produção iraniana, quarta maior do mundo, ficou comprometida nos ataques.
  • Seguros de guerra subiram, tornando transporte 20% mais caro em alguns casos.
  • Consumidores globais enfrentam gasolina mais cara nas bombas em semanas.

Medidas americanas e perspectivas futuras

O governo Trump reluta em esvaziar reservas de petróleo, mas prepara opções. Secretários do Tesouro e Energia reúnem-se para finalizar plano contra a alta de preços. O secretário de Estado, Marco Rubio, prometeu fases de mitigação a partir de quarta-feira.

Histórico mostra precedentes: nos anos 1980, EUA rebaptizaram e escortaram petroleiros no Irã-Iraque. Após 11 de setembro, emitiram apólices para manter o fluxo marítimo.

O que pode acontecer agora depende da duração do confronto. Se o Irã mantiver o bloqueio, escoltas navais viram inevitáveis, elevando tensões. Negociações nucleares falharam, e Teerã resiste, desafiando EUA e Israel.

  • Marinha dos EUA pronta para ação imediata no Estreito de Ormuz.
  • Risco de guerra total se ataques continuarem em centros econômicos.
  • OPEP pode elevar produção em 411 mil barris se necessário.
  • Mercados monitoram capacidade remanescente do Irã para drones e mísseis.

Trump postou nas redes: "Os Estados Unidos vão garantir o livre fluxo de energia para o mundo". A medida reforça o compromisso com a estabilidade energética, mas o sucesso depende da resposta iraniana e aliados regionais.

Enquanto sirenes soam em Israel e explosões ecoam no Golfo, o mundo observa se a diplomacia prevalece ou o conflito se aprofunda, com consequências imprevisíveis para o suprimento global de energia.

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