Ônibus de turismo tombado na BR 040, em Petrópolis, mobiliza equipes de resgate e interrompe o trânsito na serra fluminense.
(Imagem: Reprodução/CBMRJ)
Uma trágica viagem de turismo transformou a descida da serra fluminense em cenário de horror na madrugada deste domingo (16). O tombamento de um ônibus em Petrópolis, no quilômetro 91 da BR-040, tirou a vida de nove pessoas e deixou dezenas de feridos graves.
O coletivo, operado pela empresa Estrela Guia Turismo, havia partido de Belo Horizonte com destino à praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. A bordo, viajavam 47 passageiros que planejavam passar o domingo na capital fluminense, mas tiveram o trajeto interrompido de forma abrupta por volta das 4h30.
A violência do impacto bloqueou totalmente o fluxo de veículos na BR-040 no sentido Rio de Janeiro, gerando retenções imediatas na região serrana. Equipes de resgate da concessionária da rodovia e do Corpo de Bombeiros atuaram às pressas para retirar os sobreviventes das ferragens.
O que se sabe sobre as vítimas e o atendimento médico
Das nove mortes confirmadas, oito ocorreram ainda no local do acidente, conforme os primeiros levantamentos da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A nona vítima não resistiu aos ferimentos graves e faleceu após dar entrada no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias.
A prefeitura de Duque de Caxias informou que, além do óbito registrado, outros 13 feridos deram entrada na mesma unidade médica da Baixada Fluminense. Todos seguiam sob observação constante e recebendo atendimento de emergência no decorrer da tarde.
Outra parte dos sobreviventes foi encaminhada ao Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, referência no atendimento de traumas na região serrana. A instituição confirmou o recebimento de nove pacientes, que passam por triagem e cuidados assistenciais sob rígidos classificação de risco.
Por que as atenções se voltam para a segurança nas rodovias
Embora a PRF tenha indicado inicialmente o envio de feridos ao Hospital Getúlio Vargas, no Rio, a Secretaria de Estado de Saúde informou que a unidade não registrou admissões. Essa divergência inicial é comum em episódios de grande magnitude, onde o fluxo de ambulâncias se dispersa rapidamente para priorizar a sobrevivência.
Acidentes desse tipo trazem à tona o debate constante sobre a segurança de viagens interestaduais por fretamento durante a madrugada. A fadiga do condutor, as condições de visibilidade na serra e a manutenção da frota são fatores rotineiramente investigados pela perícia técnica nesses casos.
Agora, as autoridades policiais buscam esclarecer as causas exatas que levaram o motorista a perder o controle em um trecho sinuoso e perigoso. Enquanto as investigações avançam, resta o luto de famílias que viram o que deveria ser um passeio de fim de semana se transformar em uma das maiores tragédias recentes da BR-040.