TSE aprova registro da federação União Progressista.
(Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) voltou a reiterar publicamente que a empresa Smartmatic nunca forneceu nem fabricou urnas eletrônicas para o sistema eleitoral brasileiro. O posicionamento da corte ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) citar a companhia de origem venezuelana durante um encontro com embaixadores em Brasília, onde levantou questionamentos desmentidos sobre a integridade dos equipamentos.
A corte eleitoral enfatizou que a atuação da Smartmatic no país limitou-se à prestação de serviços operacionais secundários.
Nota oficial do TSE: "Em diversas oportunidades, o TSE reiterou que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos. A empresa atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras
Declarações a diplomatas e contexto legal
Durante o evento na capital federal, que contou com a presença de diplomatas de cerca de 40 países incluindo representantes de Estados Unidos, China, Alemanha, Israel e Reino Unido, o parlamentar defendeu o envio de observadores internacionais para acompanhar o pleito e associou o maquinário brasileiro à empresa estrangeira.
A postura do senador em reuniões com o corpo diplomático gera repercussão no meio jurídico, lembrando o precedente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), declarado inelegível pelo TSE após utilizar a estrutura pública para disseminar alegações sem provas sobre o sistema de votação a embaixadores em 2022.