Programa habitacional amplia meta para 3 milhões de moradias até 2026
(Imagem: Ricardo Stuckert PR)
O governo federal anunciou a ampliação do programa Minha Casa Minha Vida, com a meta de alcançar 3 milhões de moradias contratadas até 2026.
O pacote inclui um orçamento recorde de cerca de R$ 200 bilhões, reforçando o financiamento habitacional e ampliando o acesso à casa própria em todo o país.
Investimento e expansão
Durante o anúncio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que o bom desempenho do programa em 2025, quando cerca de 2 milhões de unidades foram contratadas, permitiu a ampliação da meta.
Além disso, foi confirmado um aporte adicional de R$ 20 bilhões provenientes do Fundo Social, voltado para estimular o setor da construção civil e ampliar o crédito imobiliário.
Novas faixas de renda
As regras do programa também foram atualizadas para atender um número maior de famílias.
Agora, a Faixa 1 contempla renda de até R$ 3.200. A Faixa 2 atende famílias com ganhos entre R$ 3.200 e R$ 5 mil. Já a Faixa 3 inclui rendas de até R$ 9,6 mil.
Outra novidade é a inclusão da classe média, permitindo acesso ao programa para famílias com renda de até R$ 13 mil.
Limite de financiamento maior
O governo também elevou o valor máximo dos imóveis financiados.
Na Faixa 3, o teto passou para R$ 400 mil. Para a classe média, o limite subiu para R$ 600 mil, acompanhando a valorização do mercado imobiliário.
Redução do déficit habitacional
De acordo com o governo, as mudanças buscam reduzir o déficit habitacional e ampliar o acesso à moradia digna.
Dados da Fundação João Pinheiro indicam que o índice atual está em cerca de 7,4%, considerado o menor já registrado.
Próximos passos
A expectativa é que as novas medidas ampliem o alcance do programa nos próximos anos, beneficiando famílias de diferentes faixas de renda.
Com mais recursos e regras flexibilizadas, o governo pretende acelerar o acesso à casa própria e impulsionar o setor habitacional no Brasil.