Alta no preço da gasolina tem incentivado brasileiros a buscar alternativas de mobilidade.
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O poder executivo federal planeja adotar uma nova estratégia na formulação dos combustíveis fósseis comercializados no mercado nacional. A administração pública anunciou nesta terça feira que submeterá uma nova resolução técnica ao Conselho Nacional de Política Energética para analisar a viabilidade de expandir a presença do biocombustível anidro na composição da gasolina. A determinação atende a uma ordem direta da Presidência da República.
A divulgação oficial sobre o plano de reajuste ocorreu logo após o encerramento de um encontro estratégico entre lideranças do Ministério de Minas e Energia e os principais empresários do setor sucroenergético. O objetivo da alteração é utilizar a capacidade de produção das usinas nacionais para blindar a economia doméstica contra as fortes oscilações de preço registradas no mercado internacional de petróleo.
A autossuficiência energética e o aumento da mistura obrigatória de etanol no país
Caso a nova proporção de trinta e dois por cento receba o aval dos conselheiros, o país conseguirá cortar drasticamente o volume de derivados de petróleo trazidos do exterior. As estimativas oficiais indicam que mais de quatrocentos milhões de litros de combustível fóssil deixarão de ser importados anualmente. A equipe ministerial defende que a mudança pode conduzir o Brasil à autossuficiência do insumo, diminuindo a exposição aos reflexos das guerras geopolíticas.
O histórico recente do setor mostra que o atual modelo de mercado já havia passado por transformações profundas há um ano. Na ocasião anterior, o aumento da mistura obrigatória de etanol saltou de vinte e sete para trinta por cento após a chancela das autoridades reguladoras. Estudos conduzidos por laboratórios automotivos durante aquela fase de testes comprovaram que os motores nacionais suportam o novo incremento sem perda de rendimento.
Representantes da indústria de cana de açúcar destacaram que a diferença de custos entre os dois produtos gerou uma economia bilionária para os cofres nacionais desde o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Como o biocombustível apresenta um valor de produção consideravelmente menor por litro em comparação ao derivado mineral, a expectativa das entidades do setor é de que a medida resulte em um alívio financeiro direto para o bolso do consumidor final.