Dólar comercial fechou em R$ 5,24 na quarta-feira (18), influenciado por tensões EUA-Irã e ata do Federal Reserve.
(Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil)
O dólar voltou a ficar abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos, marcando um momento significativo para o mercado financeiro brasileiro. Ao mesmo tempo, a bolsa de valores registrou um novo recorde histórico, ultrapassando os 198 mil pontos nesta segunda-feira (13).
O cenário positivo foi impulsionado por fatores externos e internos, incluindo a melhora no humor dos investidores diante de sinalizações geopolíticas e o fortalecimento do fluxo de capital estrangeiro no país.
Dólar recua e atinge menor valor
O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 4,997, registrando queda de 0,29%. Durante a sessão, a moeda chegou a atingir a mínima de R$ 4,98, refletindo a redução das tensões no mercado internacional ao longo da tarde.
No acumulado do mês, o dólar apresenta queda de 3,51%. Já em 2026, a desvalorização chega a quase 9%, evidenciando um movimento consistente de recuo frente ao real.
Inicialmente, a moeda chegou a subir, acompanhando as preocupações com o cenário no Oriente Médio. No entanto, o movimento foi revertido após declarações indicando possível retomada de negociações entre Estados Unidos e Irã, o que reduziu a aversão ao risco.
No mercado externo, o índice que mede o desempenho do dólar frente a outras moedas também registrou queda, reforçando a tendência observada no Brasil. O euro, por sua vez, fechou o dia praticamente estável, cotado a R$ 5,876.
Ibovespa alcança maior nível da história
Enquanto o dólar recuava, a bolsa brasileira avançava. O Ibovespa subiu 0,34% e encerrou o pregão aos 198.001 pontos, atingindo o maior nível já registrado.
Durante o dia, o índice chegou a superar os 198.100 pontos, impulsionado principalmente por ações de empresas ligadas a commodities, como mineração e petróleo, além da entrada contínua de investidores estrangeiros.
No acumulado do mês, a bolsa registra alta de 5,62%. Em 2026, os ganhos já se aproximam de 23%, demonstrando a força do mercado acionário brasileiro no período.
O desempenho positivo acompanhou o movimento das bolsas internacionais. Nos Estados Unidos, os principais índices também fecharam em alta, refletindo a expectativa de redução das tensões geopolíticas.
Petróleo mantém volatilidade no mercado global
Os preços do petróleo registraram alta ao longo do dia, influenciados pelas tensões no Oriente Médio e pela importância estratégica da região para o abastecimento global.
O barril do tipo Brent encerrou com valorização de 4,36%, cotado a US$ 99,36. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, subiu 2,6%, fechando a US$ 99,08.
Apesar de terem ultrapassado os US$ 100 durante o dia, as cotações perderam força após sinais de possível avanço diplomático, o que ajudou a reduzir a pressão sobre os preços.
O cenário segue volátil, com investidores atentos aos desdobramentos na região e aos impactos que podem afetar o fluxo global de energia.