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Economia

Medidas do governo reduzem impacto na passagem aérea, diz Anac

10 abr 2026 - 16h57 Alexsander Arcelino
Avião em aeroporto representando aumento e controle da passagem aérea Governo adota medidas para conter alta no preço das passagens aérea (Imagem: Marcelo Camargo Agencia Brasil)

As medidas adotadas pelo Governo Federal têm contribuído para reduzir o impacto no aumento da passagem aérea no Brasil. A avaliação foi feita pelo presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Chagas, durante entrevista à Rádio Nacional nesta sexta-feira (10).

Segundo ele, as ações não impediram o reajuste, mas foram fundamentais para desacelerar o avanço dos preços. “As medidas tomadas pelo Governo foram importantes para frear o aumento e não para evitar o aumento”, explicou.

O principal fator de pressão sobre a passagem aérea foi o aumento no preço do querosene de aviação, anunciado pela Petrobras no início de abril. O reajuste médio foi de 55%, impactando diretamente os custos das companhias aéreas.

Alta do combustível pressiona passagem aérea

O querosene de aviação é um dos principais componentes no custo operacional do setor, representando cerca de 40% do valor da passagem aérea. De acordo com Chagas, um aumento de 55% no combustível poderia gerar uma elevação entre 20% e 30% nos preços das tarifas.

Esse cenário está ligado à valorização do petróleo no mercado internacional, influenciada por tensões geopolíticas no Oriente Médio envolvendo países como Estados Unidos, Israel e Irã.

Apesar desse contexto, as medidas adotadas evitaram um impacto mais severo. Com a intervenção, a estimativa é de que o aumento da passagem aérea fique entre 10% e 12%, percentual significativamente menor do que o previsto inicialmente.

Ações do governo aliviam custos das companhias

Entre as iniciativas adotadas está o parcelamento do reajuste do combustível. A Petrobras aplicou inicialmente apenas 18% do aumento, dividindo o restante ao longo dos próximos seis meses.

Além disso, o Governo Federal zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o setor e disponibilizou linhas de crédito para as empresas aéreas. O objetivo é aliviar o caixa das companhias e evitar o repasse integral dos custos ao consumidor.

De acordo com o presidente da Anac, essas medidas ajudam a manter a passagem aérea mais acessível no curto prazo, reduzindo o impacto imediato para os passageiros.

Chagas destacou ainda que o governo aguarda a adesão das companhias aéreas às ações propostas, o que deve ocorrer rapidamente devido ao interesse do próprio setor.

Setor teme queda na demanda

O presidente da Anac alertou que um aumento elevado na passagem aérea pode afetar diretamente a demanda por voos. Com menos passageiros, há risco de redução na ocupação das aeronaves e até cancelamento de rotas consideradas pouco rentáveis.

“As companhias aéreas estão muito preocupadas em perder um público que já está sofrendo”, afirmou.

Nesse cenário, manter o equilíbrio nos preços é visto como essencial para preservar o fluxo de passageiros e garantir a sustentabilidade das operações no país.

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