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Mobilização

Mulheres realizam marcha em Copacabana contra feminicídio e violência

08 mar 2026 - 15h17 Alexsander Arcelino
Mulheres participando de marcha em Copacabana contra violência de gênero Mulheres participam de marcha em Copacabana pedindo o fim da violência de gênero. (Imagem: Tomaz Silva Agência Brasil)

O Dia Internacional das Mulheres foi marcado por uma grande mobilização na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Milhares de participantes se reuniram em uma marcha para denunciar o feminicídio e outras formas de violência contra mulheres, além de cobrar políticas públicas voltadas à igualdade de gênero.

Durante o ato, manifestantes levaram cartazes, faixas e entoaram palavras de ordem pedindo mais segurança, respeito e garantia de direitos. O protesto também chamou atenção para a necessidade de ampliar investimentos em programas de proteção e apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade.

No carro de som que acompanhou a manifestação, representantes de diversos coletivos feministas se revezaram na leitura de um manifesto com reivindicações do movimento. Entre os principais pontos apresentados estavam propostas de ampliação de políticas sociais, medidas contra discursos de ódio e iniciativas de incentivo ao empreendedorismo feminino.

Protesto destaca combate à violência contra mulheres

Um dos temas centrais da manifestação foi o enfrentamento à violência contra mulheres, considerada uma das principais preocupações das participantes. Durante o evento, manifestantes lembraram casos recentes que ganharam repercussão nacional, incluindo crimes de feminicídio e agressões graves ocorridas no país.

Entre os episódios citados estavam a morte de Tainara Souza Santos, atropelada por um ex companheiro, e um caso de estupro coletivo registrado na própria região de Copacabana. Os relatos reforçaram o tom de indignação e a cobrança por medidas mais eficazes de proteção às vítimas.

Enquanto acompanhavam o carro de som, participantes cantaram uma adaptação da música “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua”, interpretada originalmente por Sérgio Sampaio. A versão entoada no protesto destacava o direito das mulheres de viver sem medo nas ruas e também dentro de casa.

À frente da caminhada, artistas realizaram uma performance simbólica para lembrar mulheres vítimas de feminicídio. Vestidas como pernaltas, elas carregavam uma faixa com a frase “Juntas somos gigantes”. Em determinado momento, o grupo se deitou no chão de olhos fechados, representando as vítimas de violência de gênero. Em seguida, levantaram-se e gritaram em coro a frase “Todas vivas”.

Mobilização reuniu diferentes gerações

A marcha também chamou atenção pela diversidade de participantes, reunindo mulheres de diferentes idades. Muitas compareceram acompanhadas de familiares, incluindo crianças, para reforçar a importância da conscientização desde cedo.

Rachel Brabbins participou do protesto ao lado da filha Amara, de sete anos, que carregava um cartaz com a frase “Lute como uma menina”. Segundo ela, a presença da filha na manifestação é uma forma de ensinar sobre direitos e igualdade.

Durante o evento, também estiveram presentes militantes feministas com longa trajetória na defesa dos direitos das mulheres. Entre elas estava Silvia de Mendonça, ativista desde a década de 1980, que participou da marcha usando uma bandeira com o rosto da vereadora Marielle Franco.

Marielle, assassinada em março de 2018, foi lembrada como símbolo de resistência e luta contra a violência contra mulheres e outras formas de opressão.

Educação e participação masculina também foram destacadas

As organizadoras do ato também defenderam a participação de homens na luta contra a violência de gênero. Durante a marcha, alguns homens compareceram acompanhados de familiares para demonstrar apoio à causa.

Foi o caso de Thiago da Fonseca Martins, que participou do evento com o filho Miguel, de nove anos. Para ele, é fundamental que os homens também reflitam sobre comportamentos e contribuam para promover relações mais igualitárias.

Outra participante do protesto, Rita de Cássia Silva, destacou a importância da educação no combate à cultura de violência e misoginia. Segundo ela, mudanças duradouras dependem de iniciativas que envolvam famílias, escolas e políticas públicas.

Para as manifestantes, discutir a violência contra mulheres desde a infância é um passo importante para transformar padrões culturais que se perpetuam ao longo de gerações.

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