Ministério da Saúde reforça monitoramento e diagnóstico da mpox pelo SUS.
(Imagem: Ministério da Saúde)
O Ministério da Saúde informou que o Sistema Único de Saúde (SUS) mantém estrutura ativa para identificação precoce de casos de mpox em todo o país. O reforço na comunicação ocorre após a notificação de um novo caso em Porto Alegre, o que reacendeu o alerta das autoridades sanitárias.
Segundo a pasta, o diagnóstico da mpox é realizado por meio de exames laboratoriais específicos, como teste molecular e sequenciamento genético. Todos os pacientes com suspeita da doença são submetidos à coleta de material para análise.
A amostra é retirada, preferencialmente, da secreção das lesões cutâneas. Quando as lesões já estão secas, são coletadas as crostas para encaminhamento aos laboratórios de referência espalhados pelo Brasil. O objetivo é garantir rapidez na confirmação ou descarte da infecção.
Situação epidemiológica da mpox
De acordo com o painel epidemiológico do Ministério da Saúde, o Brasil registra atualmente 46 casos confirmados de mpox, com quadros considerados leves ou moderados. Outros 98 casos permanecem em investigação. Até o momento, não há registro de óbitos relacionados à doença.
Em Mato Grosso do Sul, dois casos suspeitos seguem sob análise. As autoridades monitoram continuamente os dados para identificar possíveis mudanças no cenário epidemiológico.
Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou o surgimento de uma nova cepa do vírus da mpox, detectada na Índia e no Reino Unido. O anúncio reforçou a necessidade de vigilância e cooperação internacional.
A mpox é causada pelo MPXV, vírus pertencente ao gênero Orthopoxvirus e à família Poxviridae. Trata-se de uma zoonose viral, ou seja, uma doença que pode ser transmitida de animais para humanos. A transmissão também pode ocorrer por contato próximo com pessoas infectadas, especialmente por meio de lesões na pele, secreções ou objetos contaminados.
Sintomas e período de incubação
O período de incubação da mpox, intervalo entre a infecção e o surgimento dos sintomas varia geralmente entre três e 16 dias, podendo chegar a 21 dias em alguns casos.
Os primeiros sinais costumam incluir febre, mal-estar e, posteriormente, erupções cutâneas. As lesões aparecem normalmente entre um e três dias após o início da febre, embora em algumas situações possam surgir antes.
As erupções podem ser planas ou levemente elevadas, com presença de líquido claro ou amarelado. Com o avanço do quadro, as lesões formam crostas que secam e se desprendem naturalmente. Após a queda das crostas, a pessoa deixa de transmitir o vírus.
As lesões podem se concentrar no rosto, palmas das mãos e plantas dos pés, mas também podem atingir boca, olhos, órgãos genitais e região anal. A quantidade varia de poucas a centenas de lesões, dependendo do caso.
O Ministério da Saúde reforça que a população deve procurar atendimento médico ao apresentar sintomas suspeitos, contribuindo para a identificação precoce da mpox e o controle da disseminação da doença.