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Alerta

Itamaraty emite alerta máximo e orienta brasileiros a evitarem viagens ao Oriente Médio após escalada militar

O Itamaraty emitiu um alerta consular recomendando que brasileiros evitem viagens ao Oriente Médio devido ao agravamento do conflito na região.

22 jul 2026 - 08h22 Joice Gomes   atualizado às 08h24
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Itamaraty emite alerta máximo e orienta brasileiros a evitarem viagens ao Oriente Médio após escalada militar Sede do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), em Brasília, responsável pela emissão de alertas consulares. (Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) emitiu um duro alerta consular recomendando que cidadãos brasileiros evitem viagens a diversos países do Oriente Médio. A medida reflete o agravamento abrupto das tensões geopolíticas na região, impulsionado por novos confrontos militares diretos envolvendo o Irã, grupos aliados e os Estados Unidos.

O comunicado oficial divide as orientações em dois níveis de gravidade. O governo brasileiro desencoraja veementemente qualquer deslocamento para o Irã, Israel, o sul do Líbano, a Faixa de Gaza (Palestina) e o Iêmen. Para outras nações da região, como Síria, Iraque, Jordânia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, a recomendação é de que viagens não essenciais sejam totalmente evitadas.

Na prática, isso muda o planejamento de milhares de viajantes e acende um sinal de alerta para a comunidade brasileira que já reside na região. Até o momento, o Itamaraty ressalta que as conexões aéreas internacionais nesses países continuam operando sem restrições oficiais, mas o cenário de instabilidade exige cautela redobrada.

O que muda na prática para quem está na região

Para os brasileiros que já se encontram nas áreas afetadas, o Ministério das Relações Exteriores detalhou um protocolo rigoroso de segurança. A principal orientação é monitorar constantemente os canais oficiais das embaixadas brasileiras locais e seguir à risca as determinações de segurança das autoridades locais.

O governo adverte de forma enfática sobre os riscos de registrar imagens ou vídeos de instalações militares, veículos oficiais ou mesmo de ataques e protestos. De acordo com as leis locais de muitos desses países, tais registros podem ser interpretados como ameaça à segurança nacional, sujeitando o cidadão à detenção imediata. Além disso, recomenda-se evitar aglomerações e não publicar posicionamentos sensíveis nas redes sociais.

Outro ponto crítico diz respeito à logística. Em caso de cancelamento de voos, o viajante deve tratar diretamente com as companhias aéreas para a remarcação de bilhetes. O Itamaraty também reforça a necessidade de garantir que os passaportes tenham, no mínimo, seis meses de validade antes de qualquer deslocamento emergencial.

O que está por trás da nova escalada militar

O endurecimento do tom diplomático brasileiro acompanha uma série de incidentes graves. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) confirmou a realização de um ataque contra uma central de dados da empresa norte-americana Amazon sediada no Bahrein. Embora as forças armadas do Bahrein afirmem ter interceptado parte das investidas aéreas, o ataque expõe a vulnerabilidade de infraestruturas estratégicas na região.

Além disso, forças iranianas miraram sistemas de radar e defesa antimísseis dos Estados Unidos na Base Aérea de Jaber, no Kuwait, e instalações militares na Jordânia. Em resposta imediata, o Comando Central dos EUA lançou contra-ataques focados em posições de lançamento de drones, mísseis e sistemas de defesa aérea no Irã.

Mas o impacto vai além do campo de batalha convencional. O presidente dos EUA, Donald Trump, subiu o tom das ameaças ao sugerir possíveis ataques ao complexo nuclear iraniano Montanha Pickaxe, localizado próximo às instalações de enriquecimento de urânio em Natanz. O colapso definitivo dos acordos diplomáticos anteriores entre Washington e Teerã joga a região em um cenário de incerteza sem precedentes.

Como o conflito afeta a economia global

Os reflexos desta crise militar cruzam fronteiras rapidamente e já impactam o bolso do consumidor global. Diante do risco iminente de fechamento de rotas marítimas vitais e do comprometimento da produção de energia, o preço do barril de petróleo Brent registrou alta de cerca de 2%, alcançando o patamar de US$ 90 nesta semana.

Analistas de mercado apontam que novas interrupções no fornecimento podem pressionar ainda mais a inflação global. O estreitamento das vias de comércio internacional no Golfo Pérsico e no Mar Vermelho acentua o nervosismo dos mercados financeiros, que agora observam atentamente os próximos passos das superpotências.

Diante desse cenário de extrema volatilidade, a recomendação do Itamaraty funciona não apenas como um guia prático de segurança para cidadãos comuns, mas como um termômetro da gravidade de um conflito que promete redefinir as forças geopolíticas globais nos próximos meses.

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