Flávio Bolsonaro
A partir de fevereiro de 2027, Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), poderá enfrentar um cenário inédito em sua trajetória política: ficar sem mandato eletivo após mais de duas décadas ocupando cargos públicos.
Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência, o senador tem o fim do mandato previsto para o mesmo mês e, sem uma nova função pública, deixará de exercer o cargo que ocupa desde 2019.
A entrada de Flávio na política ocorreu em 2002, quando conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aos 21 anos. Na época, era filiado ao PPB. Depois, passou a disputar eleições pelo PP e conseguiu renovar o mandato de deputado estadual em 2006, 2010 e 2014.
A tentativa de chegar ao Executivo municipal veio em 2016, quando concorreu à Prefeitura do Rio de Janeiro. Naquele pleito, foi derrotado por Marcelo Crivella, do PRB. Dois anos mais tarde, Flávio disputou uma vaga no Senado pelo PSL e foi eleito para representar o estado fluminense.
Agora, a derrota na corrida presidencial abre uma nova etapa para o senador. No segundo turno, realizado no domingo (25), Lula garantiu a vitória com 51,79% dos votos válidos, cerca de 64,25 milhões. Flávio recebeu 48,21%, aproximadamente 59,82 milhões de votos. O resultado confirmou a reeleição do petista para um quarto mandato na Presidência da República.
O encerramento do mandato no Senado também terá consequências jurídicas. Como senador, Flávio conta com foro por prerrogativa de função para processos relacionados ao exercício do cargo, conforme as regras aplicáveis. Com a saída do posto, eventuais casos poderão passar à primeira instância, desde que não exista outra regra de competência que determine o contrário.
Até fevereiro de 2027, o senador ainda poderá definir os próximos passos de sua atuação pública. Sem outro mandato ou cargo, porém, deixará de ocupar uma função eletiva pela primeira vez desde o início de sua carreira política.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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