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Seg, 14 de Setembro
ELEIÇÕES 2026

Fim de semana dos presidenciáveis tem atos, críticas ao STF e propostas sobre segurança

Candidatos à Presidência cumpriram atos e agendas em vários estados neste fim de semana, com debates sobre segurança, STF, corrupção e propostas para jovens.

13 set 2026 - 18h40 Joice Gomes   atualizado às 23h37
Fim de semana dos presidenciáveis tem atos, críticas ao STF e propostas sobre segurança Representação editorial da movimentação de campanha dos candidatos à Presidência durante o fim de semana. (Imagem: gerado por IA)

Os candidatos à Presidência da República intensificaram as agendas de campanha neste sábado (12) e domingo (13), com atos públicos, carreatas, encontros com apoiadores e discursos sobre segurança, corrupção, Supremo Tribunal Federal (STF), juventude, saúde e economia.

A movimentação ocorre a três semanas do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 12 candidaturas estão oficialmente na disputa pela Presidência, e 158.765.543 eleitoras e eleitores estão aptos a votar em todo o país.

A cobertura da Agência Brasil mostra que as campanhas adotaram estratégias diferentes durante o fim de semana: alguns candidatos concentraram esforços em grandes atos e deslocamentos por várias cidades, enquanto outros priorizaram congressos, encontros com segmentos específicos e apresentação de propostas.

Lula participa de mobilizações e aborda cenário político

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, participou de atividades de campanha no Sul do país e de mobilizações ligadas à sua candidatura. Nos discursos do fim de semana, Lula voltou a abordar temas da conjuntura política nacional e a defender a continuidade de políticas de seu governo.

O candidato também direcionou críticas aos adversários e buscou mobilizar apoiadores em uma fase da campanha na qual os principais concorrentes intensificam viagens e atos regionais.

Flávio Bolsonaro faz carreatas e coloca segurança no centro da campanha

Flávio Bolsonaro (PL) cumpriu agenda em diferentes cidades do Rio de Janeiro no sábado, com encontros, carreatas e comício. No domingo, participou de compromissos em Presidente Prudente, no interior de São Paulo.

O candidato voltou a colocar a segurança pública entre os principais pontos de seu discurso. Durante a campanha, Flávio tem defendido endurecimento das políticas de combate ao crime e medidas voltadas ao sistema prisional.

Também houve críticas ao STF e a autoridades envolvidas nas crises políticas recentes. As declarações feitas durante atos de campanha representam as posições do candidato e integram o embate político entre as chapas presidenciais.

Augusto Cury combina encontros setoriais e propostas para jovens

Augusto Cury (Avante) participou de compromissos em São Paulo, incluindo encontros com profissionais e eventos voltados a diferentes segmentos da sociedade.

Ao longo da campanha, Cury tem apresentado propostas relacionadas à saúde mental, educação e juventude. Neste fim de semana, o candidato voltou a defender políticas direcionadas aos jovens e medidas para melhorar serviços públicos.

Cury também se manifestou sobre as discussões envolvendo o STF e casos de corrupção que passaram a ocupar espaço relevante no debate eleitoral. O candidato defende investigação e transparência diante de suspeitas envolvendo autoridades.

Ronaldo Caiado recebe alta após internação por pneumonia

Ronaldo Caiado (PSD) teve o fim de semana marcado pela recuperação de um quadro de pneumonia. O candidato recebeu alta hospitalar após permanecer três dias internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo.

Mesmo em recuperação, Caiado afirmou que pretende retomar gradualmente os compromissos políticos. O candidato tem colocado segurança pública, saúde e gestão como eixos centrais de sua campanha presidencial.

A internação obrigou a equipe a cancelar compromissos presenciais que estavam previstos para o fim de semana. A retomada da agenda deve ocorrer de acordo com a evolução clínica.

Zema, Renan e outros candidatos mantêm agendas regionais

Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Clariana Barão (DC) e outros candidatos também cumpriram atividades de campanha em diferentes regiões do país.

Os compromissos incluíram visitas a municípios, panfletagens, encontros partidários, reuniões com apoiadores, participação em congressos e atividades com comunidades e movimentos sociais.

Cada candidatura busca ampliar sua presença territorial e consolidar apoio em grupos específicos do eleitorado. Na reta final da campanha, agendas regionais ganham importância porque permitem aos presidenciáveis apresentar propostas diretamente aos eleitores e fortalecer alianças estaduais.

Crise institucional ganha espaço nos discursos

As discussões envolvendo o STF e investigações relacionadas ao Banco Master também apareceram nas manifestações de candidatos durante os últimos dias.

Adversários do governo e do Supremo têm cobrado transparência e responsabilização diante das suspeitas em apuração. Como se tratam de investigações e controvérsias em andamento, alegações feitas por candidatos devem ser entendidas como posicionamentos políticos e não como fatos definitivamente estabelecidos.

O tema se tornou um dos principais assuntos da campanha presidencial de setembro e disputa espaço com propostas econômicas, saúde, educação e segurança.

Doze candidaturas disputam a Presidência

O Tribunal Superior Eleitoral concluiu em 11 de setembro a análise dos pedidos de registro para a Presidência. A Corte confirmou 12 chapas na disputa e indeferiu o registro de Pablo Marçal e Leonardo Avalanche, do PRTB, por questões relacionadas à filiação partidária.

Estão registrados para a eleição presidencial Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Romeu Zema (Novo), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB), Renan Santos (Missão), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Augusto Cury (Avante).

Mais de 158 milhões de eleitores irão às urnas

Segundo dados oficiais da Justiça Eleitoral, 158.765.543 pessoas estão aptas a votar nas Eleições Gerais de 2026.

O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Além da Presidência da República, os eleitores escolherão governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.

Caso nenhum candidato à Presidência obtenha mais da metade dos votos válidos, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.

Reta final deve aumentar intensidade das campanhas

Com poucas semanas até a votação, a tendência é de aumento no número de viagens, entrevistas, atos públicos e encontros regionais.

As campanhas também intensificam a presença na propaganda eleitoral e nas redes sociais, enquanto candidatos buscam consolidar eleitores já conquistados e disputar o voto de quem ainda não definiu sua escolha.

A agenda dos próximos dias deve combinar compromissos presenciais, entrevistas e debates sobre temas nacionais, em uma fase decisiva para a definição do quadro eleitoral.

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