Guilherme Schimidt é ouro e país fecha Grand Slam de judô com 3 pódios.
(Imagem: Reprodução Instagram/Guilherme Schimidt)
O brasileiro Guilherme Schimidt conquistou neste domingo (13) a medalha de ouro da categoria até 90 quilos no Grand Slam de judô de Budapeste, na Hungria. O resultado coroou a campanha do Brasil na competição, encerrada com três pódios: além do título de Schimidt, Kaillany Cardoso foi prata nos 70 kg e Sarah Souza ficou com o bronze nos 57 kg.
A vitória de Schimidt teve sabor de revanche. Na decisão, o brasiliense derrotou o sérvio Boris Rutovic por ippon. Meses antes, os dois haviam se enfrentado na final do Grand Slam de Astana, no Cazaquistão, quando Rutovic levou a melhor e o brasileiro ficou com a prata.
O torneio de Budapeste foi realizado entre sexta-feira (11) e domingo (13) e reuniu, segundo a Federação Internacional de Judô (IJF), 504 atletas de 67 países. A etapa foi a última do circuito de Grand Slam antes do Campeonato Mundial, previsto para começar em 4 de outubro, em Baku, no Azerbaijão.
Schimidt vence cinco lutas até o ouro
Guilherme Schimidt construiu a campanha do título com cinco vitórias. Na estreia, superou o norueguês Kornelius Eilertsen após o adversário receber o terceiro shido, punição que provoca a desclassificação no judô.
Nas oitavas de final, o brasileiro derrotou o egípcio Abdalla Abdelsamea por ippon. Em seguida, passou pelo moldavo Mihail Latisev nas quartas de final.
A semifinal foi mais equilibrada. Diante do bielorrusso Yahor Varapayeu, Schimidt garantiu a classificação com um yuko no golden score, o período de prorrogação utilizado quando o combate termina empatado no tempo regulamentar.
Na final, contra Boris Rutovic, o brasileiro conseguiu definir o duelo com um ippon e assegurou o primeiro lugar no pódio dos 90 kg.
Ouro confirma adaptação aos 90 kg
Schimidt passou a competir na categoria até 90 kg depois de deixar os 81 kg no fim de 2024. A mudança exigiu adaptação física e técnica, mas os resultados recentes indicam evolução consistente na nova divisão.
Em 2026, o brasileiro já havia alcançado resultados expressivos no circuito internacional. Foi quinto colocado no Grand Slam de Paris, conquistou bronze no Grand Slam de Tbilisi e chegou à decisão em Astana, onde terminou com a prata.
O ouro em Budapeste representa, portanto, mais um passo importante na consolidação do judoca entre os principais nomes internacionais da categoria.
Kaillany Cardoso fica com a prata nos 70 kg
O segundo pódio brasileiro no Grand Slam veio com Kaillany Cardoso. A judoca chegou à final da categoria até 70 kg no sábado (12) e terminou com a medalha de prata.
O resultado reforça a presença brasileira entre as principais competidoras de uma categoria tradicionalmente equilibrada no circuito mundial.
A medalha também acrescenta pontos importantes no ranking internacional, que serve como referência para o ciclo olímpico rumo aos Jogos de Los Angeles 2028.
Sarah Souza abre campanha de medalhas com bronze
Sarah Souza foi a primeira brasileira a subir ao pódio em Budapeste. Na sexta-feira (11), conquistou a medalha de bronze na categoria até 57 kg.
Com os resultados de Sarah, Kaillany e Schimidt, o Brasil encerrou a competição com uma medalha de ouro, uma de prata e uma de bronze.
Brasil leva 17 judocas à Hungria
A delegação brasileira contou com 17 atletas no Grand Slam de Budapeste. A competição teve judocas distribuídos pelas sete categorias masculinas e sete femininas do programa internacional.
De acordo com a IJF, a etapa reuniu representantes de seis continentes. No total, foram 308 homens e 196 mulheres inscritos, somando 504 competidores.
O alto nível técnico se explica também pela importância do torneio no calendário internacional. Os campeões de cada categoria recebem 1.000 pontos no ranking mundial da IJF, enquanto as demais colocações distribuem pontuações menores conforme o desempenho.
Pontos já contam para o caminho até Los Angeles 2028
O ranking mundial é um dos parâmetros usados ao longo do ciclo olímpico e ganha importância à medida que se aproxima o período classificatório para os Jogos de Los Angeles 2028.
Para os atletas brasileiros, competições como os Grand Slams permitem enfrentar os principais adversários internacionais, testar estratégias e acumular experiência em torneios de grande porte.
A sequência de bons resultados de Schimidt nos 90 kg também amplia as opções da seleção brasileira em uma categoria que reúne adversários tradicionais da Europa e da Ásia.
Mundial começa em outubro
Budapeste foi a última etapa de Grand Slam antes do Campeonato Mundial de judô, programado para começar em 4 de outubro, em Baku, no Azerbaijão.
O Mundial reúne os principais nomes da modalidade e terá peso importante para avaliar o momento dos atletas na temporada internacional.
Depois de fechar o Grand Slam húngaro com três medalhas, o Brasil chega à reta final de preparação com atletas em evidência e resultados recentes contra adversários de alto nível.