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Ter, 06 de Outubro
Economia

Petrobras relaciona alta do diesel ao conflito no Oriente Médio

13 mar 2026 - 22h19 Alexsander Arcelino
Presidente da Petrobras Magda Chambriard durante anúncio sobre reajuste no preço do diesel Presidente da Petrobras comenta reajuste do diesel e impactos do cenário internacional. (Imagem: Fernando Frazão Agência Brasil)

A Petrobras informou nesta sexta feira dia 13 que o recente aumento no preço do diesel está relacionado ao cenário internacional provocado pela guerra no Oriente Médio. A explicação foi dada pela presidente da companhia, Magda Chambriard, durante entrevista coletiva.

Segundo a executiva, o conflito internacional elevou as incertezas no mercado global de energia, o que influenciou diretamente na decisão de reajustar o combustível. Mesmo com esse cenário, a empresa afirmou que os preços seguem sendo avaliados diariamente.

Até o momento, a Petrobras informou que não existe previsão de reajuste para a gasolina.

Medidas do governo reduziram impacto do reajuste

De acordo com a presidente da estatal, o aumento no preço do diesel poderia ter sido maior caso o governo federal não tivesse adotado medidas para reduzir o impacto ao consumidor.

Entre as ações anunciadas está a suspensão das alíquotas de PIS e Cofins sobre a importação e a comercialização do diesel. Cálculos do Ministério da Fazenda apontam que essa medida representa uma redução de cerca de trinta e dois centavos por litro no valor do combustível.

Além disso, o governo editou uma medida provisória que prevê subvenção para produtores e importadores de diesel.

Segundo Magda Chambriard, sem essas medidas o reajuste poderia chegar a setenta centavos por litro. Com a intervenção do governo, o aumento efetivo foi reduzido para cerca de seis centavos.

A presidente da Petrobras destacou que a decisão evitou um impacto maior para a população.

Empresa afirma que não há falta de combustível

A Petrobras também afirmou que não existe falta de combustíveis no país. De acordo com a companhia, as entregas às distribuidoras continuam sendo realizadas normalmente, inclusive com volumes superiores aos acordados em alguns casos.

Por esse motivo, a empresa afirmou que não há justificativa para aumentos abusivos nos preços praticados ao consumidor final.

Magda Chambriard afirmou que a prioridade da companhia é evitar repassar instabilidade desnecessária para a sociedade.

Petrobras pede cautela no aumento de preços

Mesmo sem reajuste no preço da gasolina, consumidores relataram aumento do combustível em alguns postos. Questionada sobre o tema, a presidente da Petrobras afirmou que não existe motivo para reajustes nesse caso.

Ela ressaltou que a Petrobras não controla os preços finais praticados nos postos, já que a companhia não atua mais na revenda direta de combustíveis.

Nos últimos anos, a antiga BR Distribuidora foi privatizada e passou a integrar a empresa Vibra Energia. Apesar de muitos postos ainda exibirem a marca BR, eles não pertencem mais à Petrobras.

Apelo para redução de impostos estaduais

Durante a entrevista, Magda Chambriard também fez um apelo para que governos estaduais reduzam impostos sobre combustíveis, especialmente o ICMS.

Segundo ela, o aumento internacional provocado pelo conflito já impacta a arrecadação dos estados e poderia abrir espaço para redução das alíquotas.

A executiva defendeu que, assim como o governo federal tomou medidas para aliviar o preço do diesel, os estados também poderiam contribuir para reduzir o impacto para os consumidores.

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