Seleção brasileira feminina de basquete enfrenta o Sudão do Sul em Guadalajara, no México
(Imagem: Divulgação/FIBA)
A seleção brasileira feminina de basquete começou a sua caminhada rumo aos Jogos Olímpicos com um revés doloroso em Guadalajara, no México. Na noite desta segunda-feira, as brasileiras foram superadas pelo Sudão do Sul por 63 a 61, na prorrogação, resultado que acende o sinal de alerta logo na primeira rodada do torneio qualificatório para o Pré-Olímpico de basquete.
O tropeço diante das sul-sudanesas aumenta consideravelmente a pressão sobre o jovem elenco comandado pelo técnico Léo Figueiró, que faz sua estreia em competições oficiais de peso. Agora, a equipe nacional precisará buscar uma reabilitação imediata para manter vivo o sonho da vaga olímpica direta.
Sem tempo para lamentações, a seleção brasileira volta à quadra já nesta terça-feira, às 23h30 (horário de Brasília), para encarar a Nova Zelândia. O encerramento desta primeira fase acontecerá na quinta-feira, às 15h, no clássico contra a Argentina, com transmissão ao vivo no canal da Federação Internacional de Basquete (Fiba) no YouTube.
O que está por trás da derrota na estreia
Na prática, a instabilidade técnica e emocional no início da partida custou caro demais ao Brasil. O Sudão do Sul aproveitou a desatenção brasileira no primeiro quarto para abrir uma confortável vantagem de 12 pontos, uma distância complexa de ser revertida em competições desse nível.
A reação do Brasil veio na base da entrega física e do brilho individual de Aaliyah Guyton. A promissora armadora de 20 anos, filha de Adrianinha, histórica medalhista de bronze em Sydney, chamou a responsabilidade ao anotar 20 pontos, além de registrar três rebotes e duas assistências.
Após uma reação fantástica que levou o jogo ao empate por 56 a 56, o confronto foi decidido nos detalhes da prorrogação. Uma falta sobre a norte-americana naturalizada sul-sudanesa Moira Joiner, a 21 segundos do fim, selou o destino da partida após a conversão de dois lances livres cruciais.
O que muda na prática para o sonho olímpico
Com o resultado negativo, a margem de erro das brasileiras foi reduzida a zero no Grupo A. Para avançar às semifinais e continuar sonhando com a classificação para o Pré-Olímpico que ocorrerá em 2028, a equipe precisa se reestabelecer e terminar entre os dois melhores de sua chave.
Se garantir a vaga na próxima fase, o cruzamento será contra as potências do Grupo B, composto por Canadá, México, Filipinas e Senegal. Mas é importante lembrar: apenas o grande campeão do torneio em Guadalajara assegura o passaporte carimbado sem depender de outras frentes.
O que pode acontecer a partir de agora
Caso o título em solo mexicano não seja conquistado, o planejamento do basquete feminino brasileiro precisará recorrer ao plano de contingência continental. Isso significa focar todas as forças na Copa América de julho do ano que vem, sediada em El Salvador.
Nessa segunda via, a seleção brasileira terá a obrigação de terminar entre as quatro melhores para garantir um lugar nos torneios qualificatórios globais. O revés na estreia, embora doloroso, serve como um duro choque de realidade para uma geração que precisa de maturidade rápida em quadra.