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Qua, 26 de Agosto
Esportes

Brasil iguala marca histórica no Mundial de Rúgbi em Cadeira de Rodas

O Brasil encerrou sua participação no Mundial de Rúgbi em cadeira de rodas na 11ª posição, igualando seu recorde histórico e mostrando a força do esporte.

23 ago 2026 - 10h17 Joice Gomes   atualizado às 10h23
Brasil iguala marca histórica no Mundial de Rúgbi em Cadeira de Rodas Seleção brasileira de rúgbi em cadeira de rodas celebra vitória histórica no Centro de Treinamento Paralímpico em São Paulo. (Imagem: Reprodução/Marcello Zambrana/WWR)

O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, foi o palco de um capítulo memorável para o esporte de alto rendimento no país. Ao vencer a Nova Zelândia por 53 a 37, a seleção brasileira despediu-se do Mundial de Rúgbi em cadeira de rodas na 11ª colocação.

O resultado não apenas coroa uma trajetória de superação, mas iguala o melhor desempenho histórico da equipe em mundiais, registrado em 2022 na Dinamarca. Na prática, o feito consolida o Brasil como uma força emergente em uma modalidade tradicionalmente dominada por potências do Hemisfério Norte.

Mesmo sem avançar para a fase eliminatória, a campanha em solo paulista deixou claro que o abismo técnico entre os brasileiros e os principais elencos globais está encolhendo rapidamente. O amadurecimento tático do grupo foi visível ao longo de cada partida.

O que muda na prática para o rúgbi nacional

A consolidação da seleção brasileira na elite global do rúgbi em cadeira de rodas abre portas cruciais para o financiamento e a visibilidade da modalidade. Sediando o campeonato pela primeira vez na América do Sul, o país demonstrou capacidade técnica e estrutural de nível internacional.

Para Júlio Braz, um dos principais pilares do elenco brasileiro, a evolução constante é o maior patrimônio dessa jornada. Em depoimento ao Comitê Paralímpico Brasileiro, o atleta reforçou a força coletiva do elenco e a importância de enfrentar adversários do primeiro escalão mundial.

E essa evolução é baseada em dados concretos. Durante a fase de grupos, o Brasil não se limitou a competir; o time conquistou vitórias expressivas, incluindo um triunfo apertado contra o Canadá por 49 a 48, além de bater os próprios neozelandeses em duas oportunidades distintas.

O que está por trás do crescimento da modalidade

O avanço do rúgbi em cadeira de rodas no Brasil reflete o investimento contínuo no Centro de Treinamento Paralímpico de São Paulo. A estrutura de ponta oferece aos atletas condições ideais de preparação física, fisioterapia e análise tática, fatores determinantes para o ganho de competitividade.

O apoio de torcedores locais e a exposição na mídia também jogam um papel fundamental na atração de novos talentos para o esporte adaptado. Esse ciclo virtuoso transforma a percepção pública da modalidade, elevando-a do status de atividade recreativa para o de esporte de alto impacto e rendimento.

No cenário global, a modalidade vive seu auge de competitividade. A grande final do torneio, disputada entre Austrália e Estados Unidos, serve de espelho para as metas que a comissão técnica brasileira pretende alcançar a médio prazo.

O que pode acontecer a partir deste resultado

O foco da seleção brasileira agora se volta para o planejamento dos próximos ciclos internacionais, com os olhos atentos às competições qualificatórias globais. Com uma base jovem e experiente consolidada, a expectativa é de que o Brasil passe a figurar de forma constante no top 10 mundial.

O grande desafio daqui para frente será manter a regularidade contra seleções que possuem ligas profissionais altamente estruturadas. No entanto, o espírito combativo demonstrado em São Paulo prova que o rúgbi brasileiro já não entra em quadra apenas para participar, mas para escrever história.

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